Tintas orgânicas são aposta de empresas com foco no ambiente

A preocupação dos consumidores brasileiros com a sustentabilidade tem levado pequenos negócios a buscarem soluções em segmentos dominados pela grande indústria. No setor de pigmentos, empreendedores identificaram uma brecha para propostas inovadoras de produção e aplicação de tintas orgânicas.

A Mancha Orgânica atua no nicho com produção de tintas atóxicas e 100% orgânicas a partir de produtos da biodiversidade brasileira como açafrão, urucum, cacau e erva-mate. Segundo o cofundador Amon Pinto, uma das estratégias da empresa carioca é atingir o público infantil para que os produtos sirvam como ferramenta de educação ambiental e de incentivo à livre experimentação artística.

“Queremos resgatar os conhecimentos ancestrais de colorir com tintas naturais para favorecer a saúde e minimizar os impactos da indústria no ambiente”, conta Amon, que criou a empresa em 2017 ao lado de outros designers da agência Zebu Mídias Sustentáveis, no Rio.

Agora, a Mancha desenvolve parcerias com escolas e redes de ensino na capital fluminense. “Como o produto é livre de metais pesados, as crianças podem colocar na boca, passar a mão nos olhos e experimentar uma interação com a tinta sem limitações.”

Outro projeto que envolve o uso de pigmentos naturais e vem chamando a atenção de grandes empresas é o Organicolor. Fruto de um trabalho de conclusão do curso de Técnicas em Plástico do Senai de Jundiaí, em São Paulo, a equipe de estudantes desenvolveu uma tecnologia de tingimento de plásticos por meio de matéria-prima orgânica.

Nesse caso, a empresa não produz o pigmento, como a Mancha Orgânica, mas desenvolveu a tecnologia que faz com que o pigmento natural pinte o plástico de embalagens sem materiais de origem química e industrial. 

“Principalmente nos ramos de cosméticos e alimentos, o consumo desses materiais precisa ser pensado com cautela para não contaminar os produtos que vêm dentro da embalagem. Podemos dar um direcionamento inteligente para o setor, alimentando um ciclo renovável de geração de receita e lucros sem degradar o ambiente”, afirma o professor Eduardo Garcia, orientador da turma do Senai.

De acordo com a pesquisa Estilos de Vida 2019, divulgada em junho pelo instituto Nielsen, 42% dos brasileiros estão mudando hábitos de consumo para reduzir o impacto no ambiente, sendo que 30% dizem estar atentos aos ingredientes que compõem os produtos e 65% dizem não comprar de empresas associadas ao trabalho escravo.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.

Autor: Marcelo Nieves Ribeiro

Paulista, jornalista e contador. Atualmente, diretor executivo da EPG Consultoria.

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