Brasil tem 45 milhões de desbancarizados

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. De acordo com o levantamento, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Informações importantes identificadas pela pesquisa
  • 86% dos desbancarizados estão concentrados nas classes econômicas C, D e E. Desses, 49% estão na classe média (C);
  • 58% tem apenas o ensino fundamental ou não tem instrução;
  • 69% dos desbancarizados compram fiado;
  • 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%);
  • Metade (50%) dos desbancarizados está na faixa de 16 a 34 anos e
  • 49% não confiam nos bancos.

*Trechos da matéria publicada na “Revista PEGN”.

**Foto: Reprodução/Wikimedia Commons.

CBS e Viacom anunciam acordo de fusão para criar gigante do entretenimento

Os grupos norte-americanos Viacom e CBS anunciaram nesta última terça-feira (13) sua fusão, que cria uma gigante global de filmes e televisão com receita de cerca de US$ 28 bilhões, segundo comunicado conjunto.

A fusão, que será feita por troca de ações, dá vida ao ViacomCBS, um grupo que “ocupa posições de liderança nos Estados Unidos, na Europa, na América Latina e na Ásia”, disse o comunicado.

A nova empresa se torna o maior grupo de televisão nos Estados Unidos e também incluirá os estúdios cinematográficos Paramount e a editora Simon & Schuster. A fusão também reúne várias franquias de sucesso, como as sagas Star Trek e Missão Impossível.

O grupo também administrará serviços importantes no Reino Unido, na Argentina e na Austrália, além de canais a cabo em mais de 180 países.

O novo grupo será liderado por Bob Bakish, atual CEO da Viacom. Segundo ele, a combinação dos ativos e competências da CBS e da Viacom nos permite criar “uma das poucas empresas com conteúdo e escopo amplo e variado o suficiente para moldar o futuro do nosso setor”.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: Reuters.

Negócios sociais em habitação têm espaço para crescer, diz estudo

Solucionar problemas de habitação e moradia da população em situação de vulnerabilidade social pode ser um gargalo de oportunidade para o empreendedor que deseja criar um negócio de impacto social. Só no Brasil, 11,4 milhões de pessoas vivem em favelas, de acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A precariedade de moradias, o baixo poder econômico de grande parte da população e as dificuldades do governo em atender às demandas abriram espaço para startups desenvolverem negócios rentáveis que conseguem atender pessoas de baixa renda.

Estudo inédito feito pela Artemisia (organização sem fins lucrativos que trabalha no fomento de negócios de impacto social no Brasil) e pela Gerdau, a Tese de Impacto Social em Habitação aponta desafios do setor e mostra que há espaço para que a iniciativa privada consiga empreender e gerar impacto positivo para a população em situação de vulnerabilidade social.

“Há mais de dez anos tentamos fomentar inovações e vemos que, historicamente, a habitação sempre foi um tema com menos quantidade de empreendimentos e negócios”, explica Maure Pessanha, diretora executiva da Artemisia e colaboradora do Estadão PME.

A base de dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) corrobora a tese de Maure. Atualmente, são apenas 143 construtechs e 99 proptechs – startups que atuam nos setores de construção civil e imobiliária, respectivamente – associadas à instituição. Entre os 45 setores mapeados para a atuação de startups no Brasil, elas também não têm tanta prioridade: as construtechs aparecem na 18ª posição e as proptechs, na 24ª, enquanto segmentos como educação, finanças e saúde e bem estar encabeçam o ranking.

Um levantamento elaborado pela Construtech Ventures, primeira fomentadora de startups do setor de construção civil e imobiliária do País, mapeou 500 startups da área no Brasil, divididas em nichos como captação de recursos, gestão da obra e redução e destino de resíduos.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.