Startups apostam em ‘robôs’ para ajudar empresa a contratar humano

Quando estava prestes a se formar na faculdade, o americano Mark Newman se deparou com um problema. Apesar de ter qualificação e disponibilidade para deixar Salt Lake City, no Utah (EUA), e ir trabalhar em outra cidade, não conseguia emplacar nenhuma entrevista de emprego à distância. Foi aí que teve uma ideia: criar uma ferramenta de entrevistas por vídeo. Hoje, a HireVue, startup criada por ele para resolver essa dificuldade, tem 600 clientes (como Unilever e Oracle) em 140 países, com base forte em inteligência artificial (IA).

No caso da HireVue, é importante deixar claro que o candidato não interage com um robô. Na verdade, o usuário grava, sozinho, vídeos respondendo a perguntas estabelecidas pela contratante relacionadas à vaga. Na média, o questionário tem cinco ou seis perguntas – e o usuário deve gastar até três minutos para responder cada uma. 

A IA da HireVue analisa as respostas para determinar comportamento, personalidade e competências técnicas. O “robô” observa, por exemplo, entonação, nível de estresse perceptível na voz e a escolha de palavras – falar “nós” no lugar de “eu” demonstra habilidade de equipe. A empresa, porém, diz não usar reconhecimento facial para medir a capacidade de “atuação” do candidato.

“As empresas grandes recebem tantos candidatos que os recrutadores passam em média 7,4 segundos olhando os currículos, e 95% deles são completamente ignorados”, diz Somen Mondal, fundador da canadense Ideal, outra startup que criou um algoritmo para melhorar o recrutamento. Para o contratante, o sistema funciona como um “Netflix dos currículos”. 

Primeiro, a plataforma se dedica aos dados dos funcionários bem-sucedidos dentro da empresa. Depois, cruza as informações com uma análise da experiência do candidato e um questionário respondido por ele, ministrado por um robô de conversa (chatbot). Assim, a ferramenta consegue analisar pretendentes e criar recomendações – tal como o serviço de streaming sugere uma série ou filme com base no que a pessoa já viu. Segundo Mondal, empresas que usam sua ferramenta reduzem o tempo de preenchimento da vaga em 15% e aumentam em 10% a qualidade das contratações.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.

Na madrugada, internautas ganham desconto de R$ 1 mil para compras no Magazine Luiza

Os clientes do Magazine Luiza que visitaram o aplicativo da empresa na madrugada desta quinta-feira, 11, tiveram acesso a um cupom que dava R$ 1 mil de desconto para qualquer produto da loja online.

De acordo com relatos encontrados na rede social, a “promoção” começou a valer a partir das 4h e, dentre os itens encontrados pela clientela, havia celulares por R$ 400, TVs por R$ 99,90 e notebooks por R$ 49,90. 

Nas redes, o perfil Lu do Magalu, atendente virtual do Magazine Luiza, brincou com o episódio e postou: “E aí: foi marketing ou eu buguei?”. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da empresa confirmou o ocorrido e disse que o Magazine Luiza vai honrar todas as compras que foram feitas durante a falha no sistema.

*Trechos da matéria publicada no site “Estadão”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Justiça manda Vale provar governança para comprar Ferrous

A Justiça Federal do Distrito Federal concedeu parcialmente liminar nesta última quarta (10) determinando que a Vale apresente ao juízo, em audiência, sua estrutura de compliance ambiental, indenizatória e reparadora para que possa adquirir a mineradora Ferrous, segundo documento com a decisão da juíza Diana Wanderlei, substituta da 5ª Vara Federal de Brasília.

A decisão ocorreu em resposta a uma ação popular com pedido liminar, que pedia a suspensão da aquisição da Ferrous Resouces pela Vale até que a gigante mineradora comprovasse reparações e indenizações referentes a rompimentos de barragens envolvendo a companhia.

A juíza disse que ao menos neste momento não há qualquer suspensão da operação, mas que o pedido será analisado caso a Vale não apresente seus argumentos ou os apresente de forma precária.

A aquisição foi aprovada pelo Conselho de Administrativa de Defesa Econômica (Cade) sem restrições e publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. A operação havia sido anunciada em dezembro, por US$ 550 milhões, e chegou a ser alvo de recurso no Cade pelo Porto Sudeste.

*Trechos da matéria publicada no site “G1”. Clique aqui e leia a notícia completa.

**Foto: Adriano Machado/Reuters