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Recuperação é a mais fraca em 40 anos

Com a atividade econômica ainda em marcha lenta, o País só recuperou 30% dos cerca de R$ 486 bilhões perdidos durante a última recessão econômica, que se estendeu de 2014 a 2016, de acordo com o estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Passados mais de dois anos, faltam cerca de R$ 338 bilhões para que o Produto Interno Bruto (PIB) volte ao patamar pré-crise. Apesar de ter iniciado o processo de recuperação pós-recessão no primeiro trimestre de 2017, esse tem sido o período de expansão mais fraco dos últimos 40 anos.

Uma das explicações para a dificuldade da recuperação é que o consumo do governo não tem conseguido ajudar no processo de retomada da economia devido ao momento de crise fiscal. Desde que a recessão terminou, o consumo do governo teve ligeira redução de 0,1%. “Está praticamente estagnado”, resumiu a economista Juliana Trece, pesquisadora do Ibre/FGV e responsável pelo levantamento.  .

Em relação ao patamar pré-crise, houve uma retração de 1,2% no consumo do governo, ou seja, a administração pública ainda não contribuiu para a recuperação da economia desde a última recessão.

“A administração pública normalmente crescia durante as recessões, porque era uma forma de o governo tentar ativar a economia. Então acabava investindo e ajudando a movimentar um pouco a economia. Só que agora, sem dinheiro, com essa relação dívida x PIB alta, o governo está sem recursos para poder investir”, ponderou Trece.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

** Foto: EFE/Joédson Alves.

Empresa americana confirma suspensão de compra de couro do Brasil

A VF Corporation, empresa responsável por marcas como Timberland, The North Face, Kipling e Vans, disse em nota enviada ao Estado na noite desta quarta-feira, 28, que decidiu não seguir se “abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para os negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no País”.

O assunto surgiu na manhã desta quarta, quando foi divulgado o conteúdo de uma carta  do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mencionando “suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais”. Pouco tempo depois, o presidente da entidade, José Fernando Bello, disse se tratou de um “erro de pré-avaliação” da entidade. “A carta foi divulgada (pelo próprio CICB) antes da checagem com a empresa importadora”, disse Bello.

Estado questionou diretamente a VF Corporation sobre o assunto, que detém 18 marcas de vestuário e calçados. A nota da empresa diz que desde 2017 busca aprimorar o abastecimento global de couro por meio de “estudos para garantir que os fornecedores de couro estejam de acordo com nossos requisitos de abastecimento responsável”.

A empresa então disse que, como um resultado detalhado desse estudo, não conseguiu “assegurar satisfatoriamente que nossos volumes mínimos de couro comprados de produtores brasileiros sigam esse compromisso”.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

Entidade volta atrás e nega suspensão de compras de couro brasileiro

O presidente-executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), José Fernando Bello, negou que importadores de couro brasileiro vão suspender compras do produto, diferentemente de carta assinada pelo próprio dirigente que circulou na manhã desta quarta-feira, 28. A suspensão teria sido aventada por causa da repercussão internacional das queimadas na Amazônia e da possível associação dos incêndios com a atividade pecuária na região.

“A carta foi divulgada (pelo próprio CICB) antes da checagem com a empresa importadora”, disse Bello. “Esse importador estaria supostamente suspendendo as compras. Foi um equívoco nosso. Vamos corrigir a informação junto ao governo federal.”

O presidente do CICB disse também que não há intenção de os importadores boicotarem ou restringirem compras do produto brasileiro. Segundo ele, em contato com o CICB, o importador explicou que vai continuar com os pedidos em andamento, mas que gostaria de “esclarecimento adicionais” sobre a origem e rastreabilidade do produto.

*Trechos da matéria publicada no site “Estadão”.

**Foto: Zé Roberto Muniz.