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Uber ainda levará anos até se tornar lucrativa, afirma executivo

Apesar de ser o aplicativo de transporte mais popular do mundo, a Uber não gera lucro. Em maio, a companhia divulgou um prejuízo de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, e a situação não deve mudar em breve, segundo o seu diretor de tecnologia, Thuan Pham.

Em um evento na manhã desta última terça (9) em Hong Kong, o executivo afirmou que a empresa ainda levará “alguns anos” para se tornar rentável. Pham apontou o alto nível de competitividade do setor de transportes e o baixo retorno que a Uber recebe das transações como principais motivos para as contas não saírem do vermelho.

Mas Uber já tem um plano para reverter o quadro. De acordo com o executivo, a companhia irá focar seus esforços no desenvolvimento de carros autônomos, apresentados como a grande virada para o mercado dos transportes para o próximo ano. Em abril, a Uber recebeu US$ 1 bilhão em uma rodada de negociações para expandir as pesquisas e projetos no segmento.

“Quando essa tecnologia funcionar o seu preço irá cair significativamente, então o mercado irá se expandir muito mais rápido. E nós temos um esforço ativo nesta tecnologia”, disse ele. Até lá, a companhia busca expandir sua atuação para outros nichos de transporte, como a Uber Eats e o mais recente Uber Bus, lançado no México e no Egito no ano passado.

*Trechos da matéria publicada no portal “Isto É Dinheiro”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Pesquisa diz que 43% não passam do período de experiência

Conseguir o primeiro emprego nem sempre significa participação duradoura no mercado de trabalho. Pesquisa da consultoria IDados mostra que o trabalhador iniciante fica, em média, quatro meses na empresa contratante. Praticamente o tempo do contrato de experiência, determinado pela legislação brasileira, de três meses. De acordo com o levantamento, quase metade é desligada depois do período de teste.

A pesquisadora e economista Thaís Barcellos, responsável pelo levantamento, afirma que as demissões logo depois do período de experiência ocorrem principalmente por falta de treinamento. “Os empregadores não têm essa cultura de treinar o empregado, que chega despreparado por ser o primeiro emprego. Durante a crise, com mão de obra disponível, o empregador demite o recém-contratado porque acha que consegue achar alguém mais treinado”, explica. Segundo ela, o desligamento precoce é, em parte, benéfico ao contratante, já que ao demitir neste período, o ônus é muito menor.

De acordo com o levantamento da IData, em 2015, aproximadamente um terço dos desligamentos de primeiro emprego ocorreu pelo fim desse contrato de 90 dias. O saldo subiu para 48,3% em 2017. “No período de teste, assim que o empregador vê que o funcionário não vai dar a resposta que ele precisa, o manda embora e procura outro. É uma questão de mercado. Se não houvesse uma oferta tão grande de mão de obra desqualificada, talvez isso não fosse tão frequente”, justifica Marques.

Débora Dorneles, professora do Departamento de Administração da UnB, explica que as demissões precoces ocorrem porque muitas empresas “não se preocupam em fazer uma seleção efetiva”. Na opinião dela, a rápida saída do empregado e a alta rotatividade não beneficia ninguém. “Isso é negativo, porque a empresa perde tempo, por estar com uma pessoa que não funciona, além de impactar a sociedade, ao desempregar um indivíduo que estava esperançoso pelo primeiro emprego”, diz.

*Trechos da matéria publicada pelo Correio Braziliense. Clique aqui e leia a notícia completa.

Hotéis pedem limites a serviços como Airbnb

A indústria hoteleira está preparando uma ofensiva para tentar convencer o governo a restringir o aluguel de residências de curta estadia pela internet, como o Airbnb. A reclamação é que há desigualdade nas condições de concorrência entre os setores, argumento contestado pelas empresas de tecnologia.

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) estiveram no Ministério da Economia em junho e ficou acertado que os pleitos do setor serão consolidados em um documento formal, a ser enviado à pasta nos próximos dias. O rol de reivindicações ainda está sendo moldado.

“A hotelaria sofre muito com esses aplicativos. Do ano passado para cá, 159 hotéis já fecharam. São empregos e arrecadação de impostos perdidos”, diz Manoel Linhares, presidente da ABIH. “Não somos contra a tecnologia, mas reivindicamos condições igualitárias de competição no mercado.”

A ABIH também estuda uma maneira de alterar a lei federal para permitir que as prefeituras criem regras próprias para o aluguel via plataformas digitais, o que abriria a brecha, por exemplo, à cobrança do Imposto Sobre Serviço (ISS), tributo que incide na hotelaria.

Além de questões legais e tributárias, a preocupação da indústria hoteleira reflete o crescimento da concorrência das hospedagens informais pela internet. O Airbnb, maior plataforma desse tipo no Brasil, têm aproximadamente 220 mil anúncios de quartos e casas no País. No ano passado, as hospedagens ligadas à companhia atenderam 3,8 milhões de pessoas, 71% mais que em 2017.

*Trechos da matéria publicada pelo Estadão. Clique aqui e acesse o conteúdo original.