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Uber demite centenas de pessoas das áreas de engenharia e produtos

A vida não está fácil para o Uber. O aplicativo de transporte anunciou centenas de demissões nesta terça-feira, 10, nas áreas de engenharia e produtos, de acordo com o site TechCrunch. Ao todo, 435 pessoas foram demitidas, o que representa 8% de cada departamento. É a segunda onda de demissões nos últimos meses: em julho, a empresa demitiu 400 pessoas da sua equipe de marketing em vários escritórios ao redor do mundo.

O Uber disse que as demissões fazem parte de um projeto de “redefinir e melhorar o trabalho do dia a dia”. Em comunicado, a empresa disse: “Hoje, estamos fazendo algumas mudanças para colocar a companhia de volta aos trilhos, o que inclui a redução do tamanho de algumas equipes para garantir que tenhamos uma equipe apropriada de acordo com nossas principais prioridades”. 

Nos últimos meses, a empresa vem registrando grandes prejuízos. No seu balanço do segundo trimestre, o Uber registrou uma perda de US$ 5,2 bilhões e teve receita de US$ 3,2 bilhões, abaixo das expectativas dos analistas. O resultado do segundo trimestre mais do que quintuplicou as perdas de US$ 878 milhões que a companhia registrou no mesmo período do ano passado.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: AFP.

Após mau desempenho de Uber e Lyft na bolsa, WeWork pode reduzir valor de mercado no IPO

A startup de escritórios compartilhados WeWork pode reduzir seu valor de mercado para menos da metade da cifra calculada após o último aporte, disse o The Wall Street Journal.

O valuation em estudo pela We Company, holding que controla startup, é de US$ 20 bilhões, segundo a publicação. Mas em janeiro, quando o Softbank aplicou US$ 2 bilhões na empresa, seu valor de mercado foi calculado em US$ 47 bilhões.

No mês passado, a WeWork tornou público seus números (uma exigência para empresas de capital aberto), que revelaram um prejuízo de US$ 1,9 bilhão em 2018. As cifras deixaram claro que o unicórnio americano segue uma trajetória comum de companhias de tecnologia — como Uber e Lyft —, a de não dar lucro (ao menos por enquanto). Ambas estrearam na bolsa recentemente, mas ainda não conseguiram demonstrar ao mercado a que vieram.

*Trechos da matéria publicada no site “Seu Dinheiro”.

**Foto: Bloomberg News.

Quinto Andar se torna novo unicórnio brasileiro após rodada de investimentos

A startup de aluguel de casas Quinto Andar se tornou nesta terça-feira (10) o oitavo unicórnio brasileiro, seleto grupo de startups que atingiram valor de mercado de US$ 1 bilhão. Aplicativo especializado em gerenciar aluguel de residências recebeu um novo aporte de US$ 250 milhões, nesta quarta rodada de investimentos, liderados pelos fundos Dragoneer, que já aplicou recursos monetários na Uber e no Nubank, e Softbank, célebre fundo japonês que também investiu no aplicativo de transporte além de Creditas, Rappi, Loggi e Gympass.

O app hoje está em plena expansão, com notícias recentes de que o Quinto Andar começaria a reformar apartamentos, e uma média de 4.500 contratos de aluguel fechados por mês, número cinco vezes maior do que em 2018. A empresa hoje está presente em 25 cidades brasileiras das regiões sudeste, sul, e centro-oeste, com o estado de São Paulo representando 30% de seus acordos. Com o aporte, a empresa agora mira expansão para dentro e fora do País, além de aumentar sua equipe de tecnologia para aumentar a gama de serviços oferecidos pela startup.

*Trechos da matéria publicada no “Isto É Dinheiro”.

**Foto: Andre Lessa / AE.