Parlamento da Áustria rejeita acordo UE-Mercosul

O Parlamento da Áustria rejeitou na quarta-feira (18) aprovar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com a Reuters, obrigando o governo local a votar contra a proposta perante o Conselho Europeu. A decisão é um novo e sério entrave à entrada em vigor do acordo, que precisa da aprovação de todos os 28 países membros da UE.

A França já havia se manifestado contra o acordo em agosto, quando escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática.

Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo comercial UE-Mercosul prevê, segundo os europeus, a implementação efetiva do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: EFE.

Americana Tyson Foods compra 40% da divisão de alimentos do grupo Vibra

A empresa norte-americana de proteína animal Tyson Foods anunciou a compra de participação de 40% na divisão de alimentos do Grupo Vibra – empresa brasileira que produz e exporta produtos avícolas. Os detalhes do contrato não foram divulgados e a transação está sujeita ainda à aprovação de órgãos reguladores do Brasil.

A companhia disse, em comunicado divulgado para investidores, que o negócio faz parte de sua estratégia de crescimento global. “Esse investimento nos permitirá acessar a oferta de aves no Brasil para atender às crescentes necessidades dos clientes brasileiros e dos mercados de demanda prioritária na Ásia, Europa e Oriente Médio”, afirmou o diretor da operação internacional da Tyson Foods, Donnie King.

Desde o último ano, a Tyson vem expandindo sua atuação global. A empresa citou a perspectiva de que quase 98% do crescimento do consumo de proteínas ocorra fora dos Estados Unidos nos próximos cinco anos para justificar sua estratégia. “É por isso que estamos ampliando nossos negócios fora dos EUA”, disse King.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: Bloomberg.

Novo embaixador da UE no Brasil diz que ‘política de confronto’ não serve ao acordo Mercosul

O novo embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, considera que é preciso manter um ambiente político favorável para garantir a validação do acordo entre Mercosul e UE. Para ele, os congressistas de cada bloco vão analisar não só o conteúdo do tratado, mas também as relações entre os países. Como consequência, avalia que “dificuldades na relação bilateral podem significar dificuldades na ratificação do acordo”.

Apesar de admitir que o discurso do presidente Jair Bolsonaro contra algumas autoridades europeias pode ser ruim para a ratificação do acordo, Ybáñez afirma que a postura de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação ao acordo foi bem vista pelo lado europeu em alguns episódios. 

Um dos aspectos positivos foi o fato de Guedes e do próprio Bolsonaro terem colocado em dúvida a permanência do Brasil no Mercosul caso o eventual sucessor de Mauricio Macri, o oposicionista Alberto Fernández, vença a eleição no país vizinho. Na visão do embaixador, isso mostra que o Brasil valoriza tanto o acordo que ameaça deixar o bloco caso não seja respeitado pelos argentinos. Outro ponto destacado por Ybáñez foi o fato de Bolsonaro ter comemorado como uma vitória a conclusão do tratado.

Ele esclareceu que a etapa de revisão jurídica do acordo só deve ser concluída no início do próximo ano. Só então o tratado poderá ser encaminhado para o Parlamento da União Europeia e para os parlamentos dos membros do Mercosul – composto por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai – para a parte comercial poder ser ratificada. 

Alguns pontos da ratificação ainda não estão definidos, entre eles é preciso estabelecer se a parte política do acordo também terá que passar pela aprovação por todos os países-membro da União Europeia ou se bastaria a aprovação do Parlamento Europeu.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: El Diario.