Acordo comercial entre Mercosul e UE será desafio para montadoras

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cria um “senso de urgência” para que a indústria automobilística brasileira busque competitividade e tenha produtos para atender o consumidor europeu, segundo executivos das montadoras instaladas no País. Para eles, as empresas precisam desenvolver planejamento estratégico para as exportações futuras e trabalhar, em conjunto com o governo, num tripé que envolva crédito para exportação, logística e questão tributária.

Embora o livre-comércio só entre mesmo em vigor em 15 anos, desde já a indústria local precisa adequar planos de investimento antes pensados principalmente para atender ao mercado regional. “Teremos de transformar a exportação em necessidade, pois a competitividade será questão de sobrevivência”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul.

Na questão do crédito, será preciso avaliar custo, disponibilidade e velocidade de concessão por parte do setor financeiro, diz ele, ressaltando não se tratar de crédito subsidiado. Também é necessário pensar na logística, por exemplo, avançar no transporte por cabotagem, assim como na questão tributária, tema que já é foco das reformas que o governo pretende fazer. “Não podemos exportar tributos”, afirmou.

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França diz não estar preparada para ratificar acordo UE-Mercosul

Foto: Francois Mori/AP

França não está preparada no momento para ratificar o acordo comercial anunciado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, afirmou nesta terça-feira, 2, a porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiayeapós. O acordo foi anunciado durante a cúpula do G-20, no Japão, e foi o resultado de 20 anos de negociações.

“Vamos observar com atenção e, com base nestes detalhes, vamos decidir”, declarou Ndiayeapós em uma entrevista ao canal de notícias BFM. Como fez durante as negociações do acordo comercial entre UE e Canadá, a França solicitará “garantias” aos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), completou a porta-voz. “Não posso dizer que hoje vamos ratificar o Mercosul (…) A França, no momento, não está pronta para ratificar”, disse.

A França é um dos países mais reticentes ao acordo, maior já assinado pelo bloco europeu. O governo francês teme os efeitos para seu influente setor agrícola, que pode seria afetado pela grande entrada de produtos sul-americanos no mercado.

Os fazendeiros franceses são muito dependentes dos subsídios europeus. Organizados em propriedades familiares que geram uma renda pequena (10.000 a 12.000 euros de média em 2018, segundo a Federação Nacional de Carne Bovina), afirmam que não conseguirão competir com o que chamam de “fábricas de carne” sul-americanas.

Eles ressaltam as diferenças nas práticas dos dois continentes, que não favorecem os europeus: enquanto na UE as normas ambientais são cada vez mais rígidas, na América do Sul são utilizados antibióticos, hormônios do crescimento e soja geneticamente modificada.

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