Neon compra startup MEI Fácil de olho em microempreendedor

A fintech brasileira Neon anunciou nesta última terça-feira, 17, a aquisição da startup MEI Fácil, especializada em serviços para microempreendedores individuais. Com a negociação, que não teve valor revelado, a empresa liderada por Pedro Conrade dá mais um passo na expansão de suas operações. Nos últimos meses, lançou um serviço de conta para pessoas jurídicas, cartão de crédito em parceria com a Visa e testa ainda uma frente de crédito pessoal.

“Foi uma combinação natural: nós estávamos de olho no mercado de microempreendedores e o pessoal da MEI Fácil estava começando a fazer os serviços financeiros na plataforma deles”, explica Conrade, em entrevista exclusiva ao Estado. Fundada em 2017, em São Paulo, a MEI Fácil “acompanha o microempreendedor em sua jornada”, conta Marcelo Moraes, fundador da empresa. A startup ajuda o usuário a obter um CNPJ, emitir nota fiscal, pagar guias de impostos e tem ainda serviços de educação financeira e emissão de boletos, por exemplo.

Além de herdar a carteira de clientes da MEI Fácil, Conrade aposta em dois públicos de grande potencial: os empreendedores que já se formalizaram, mas não são bem atendidos pelos grandes bancos, e aqueles que ainda estão na informalidade. “É uma tarefa difícil. O MEI foi criado para desburocratizar e ainda assim é complicado. Queremos resolver isso”, diz o fundador da Neon. Hoje, há 8,95 milhões de microempreendedores individuais no País, segundo dados do Governo Federal – mais de 10% deles, diz a empresa, já eram atendidos pela MEI Fácil. “É um público que tem que pegar na mão e estamos aqui para isso”, explica Conrade.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: JF Diorio / Estadão.

Justiça manda Vale provar governança para comprar Ferrous

A Justiça Federal do Distrito Federal concedeu parcialmente liminar nesta última quarta (10) determinando que a Vale apresente ao juízo, em audiência, sua estrutura de compliance ambiental, indenizatória e reparadora para que possa adquirir a mineradora Ferrous, segundo documento com a decisão da juíza Diana Wanderlei, substituta da 5ª Vara Federal de Brasília.

A decisão ocorreu em resposta a uma ação popular com pedido liminar, que pedia a suspensão da aquisição da Ferrous Resouces pela Vale até que a gigante mineradora comprovasse reparações e indenizações referentes a rompimentos de barragens envolvendo a companhia.

A juíza disse que ao menos neste momento não há qualquer suspensão da operação, mas que o pedido será analisado caso a Vale não apresente seus argumentos ou os apresente de forma precária.

A aquisição foi aprovada pelo Conselho de Administrativa de Defesa Econômica (Cade) sem restrições e publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. A operação havia sido anunciada em dezembro, por US$ 550 milhões, e chegou a ser alvo de recurso no Cade pelo Porto Sudeste.

*Trechos da matéria publicada no site “G1”. Clique aqui e leia a notícia completa.

**Foto: Adriano Machado/Reuters