Metrô do Rio terá armários para receber encomendas de e-commerce

O metrô do Rio de Janeiro terá, a partir de novembro deste ano, lockers para recebimento de entregas de comércio eletrônico. Os armários estarão disponíveis em todas as estações das linhas, com exceção de Botafogo, Uruguaiana e Nova América/Del Castilho. Essa é a primeira experiência de lockers em transporte público em todo o Brasil.

A ideia é facilitar a vida de quem faz compras pela internet e tem dificuldade para receber as encomendas, seja por morar em áreas de difícil localização ou consideradas perigosas. A empresa “Clique Retire” será responsável pela logísticas, e, segundo as informações divulgadas, não haverá cobrança de qualquer taxa para quem optar pelo serviço.

Como funciona?

Os armários são terminais de autoatendimento para entregas. Após efetuar a compra pela internet, o cliente seleciona em qual estação quer retirar o produto e receberá um QR Code que abrirá eletronicamente a porta do compartimento para que ele retire seu produto. Os lockers também permitem devolver mercadorias, seja por desistência de compra ou por troca por defeitos.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão.”

**Foto: autoria desconhecida.

Risco país cai a menor nível em seis anos

Medido pelo Credit Default Swap (CDS), o risco Brasil, um título que protege contra calotes na dívida soberana, vem registrando nova rodada de queda e está em 116 pontos. É o menor nível em seis anos, desde maio de 2013. Mas outros ativos brasileiros, principalmente o dólar e a Bolsa, não estão acompanhando o movimento de melhora de percepção dos investidores sobre o País. Economistas e gestores ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que este “descolamento” mostra que os investidores estão antecipando um cenário doméstico melhor pela frente, mas, no momento, ainda seguem cautelosos e não vão aportar recursos em ativos locais sem maior crescimento econômico e avanço de outras reformas, inclusive o término da Previdência.

Historicamente, o CDS, o dólar e o Ibovespa têm correlação próxima – sendo que câmbio e risco costumam caminhar na mesma direção -, mas desde o segundo semestre do ano passado os comportamentos passaram a divergir. Um ex-diretor do Banco Central calcula que, com o CDS na casa dos 120 pontos, como agora, era para o dólar estar em R$ 3,60 ou abaixo. Mas a moeda está em R$ 4,10 e a visão dos especialistas é a de que não deve cair para abaixo de R$ 4 tão cedo. Para o mercado de ações, a avaliação é que, com o CDS neste nível, o Ibovespa deveria, pelo menos, estar acima da pontuação atual – que tem ficado entre 103 mil e 104 mil pontos nos últimos sete pregões.

Lucas Tambellini, estrategista de renda variável do Itaú BBA, afirma que, após vários anos com excesso de liquidez global, os contratos de CDS de vários países estão perto das mínimas históricas. No caso do Brasil, o nível de risco tem caído também diante da sinalização de melhora do lado fiscal. “No passado, a correlação era mais forte, mas estamos agora em um momento descolado. Na questão cambial, a taxa está se comportando de maneira diferente por motivos externos, uma vez que o dólar está forte praticamente contra o resto do mundo”, diz.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

Avanço da informalidade faz aumentar desigualdade de renda no país, aponta Ipea

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, embora o desemprego tenha caído e a massa salarial aumentado, o avanço da informalidade no mercado de trabalho fez crescer a desigualdade de renda no país nos últimos anos.

O instituto mostrou que, no 1º trimestre de 2019, a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,1 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa. No 2º trimestre, essa diferença aumentou para 30,5 vezes, “praticamente igualando o pico da série histórica (30,6) atingido no terceiro trimestre de 2018”.

“Adicionalmente, nota-se que os efeitos da crise econômica sobre o mercado de trabalho, sobretudo em 2015 e 2016, geraram não apenas uma expressiva dispensa de trabalhadores como também uma queda dos salários de contratação, dado que a única faixa de emprego com saldo positivo no período era a que remunerava até 1,0 salário mínimo. A partir de 2017, o país voltou a gerar vagas com salários entre 1,01 e 2,0 salários mínimos, no entanto em proporções mais modestas”, destacou o relatório do Ipea.

A pesquisa considerou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: Rede Globo.