Desemprego recua no trimestre, mas população autônoma é a maior desde 2012

A taxa de desemprego atingiu a marca de 12,0% no trimestre que se encerra em junho, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na manhã desta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, são 12,8 milhões de brasileiros em busca de emprego.

Comparada com o trimestre anterior, de janeiro a março, a taxa de desemprego recuou 0,7 pontos porcentuais (12,7%). Já na comparação com o mesmo período de 2018 (12,4%), houve queda de 0,4 pontos porcentuais.

O número de trabalhadores por conta própria (24,1 milhões) bateu novo recorde da série histórica (iniciada em 2012) e subiu nas duas comparações: 1,6% (mais 391 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,0% (mais 1.156 mil pessoas) em comparação ao mesmo período de 2018.

População desalentada

Com relação aos desalentados, no trimestre encerrado em junho, o País tinha 4,877 milhões de pessoas nessa situação, o que corresponde a 34 mil pessoas a mais em relação ao trimestre encerrado em março. Em um ano, 90 mil pessoas entraram para o grupo.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, não tinha experiência, era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: Carl de Souza/AFP.

Brasileiros estão com mais medo do desemprego

Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta última quarta-feira (3/7) os resultados da pesquisa que avalia o índice do medo do desemprego entre os brasileiros e constatou que, em junho, o marcador cresceu 2,3 pontos em comparação ao levantamento anterior, feito em abril. De acordo com o órgão, o indicador alcançou 59,3 pontos no mês passado, ficando acima da média histórica de 49,9 pontos.

Em comparação a junho de 2018, o indicador está 8,6 pontos menor. “A situação está um pouco melhor do que há um ano. Ainda assim há uma certa frustração com o mercado de trabalho que, na verdade, reflete o fraco desempenho da economia. Com isso, quem sai para procurar emprego não encontra tão facilmente”, diz o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Segundo a pesquisa, pessoas com mais de 45 anos de idade e com menor grau de instrução são as que mais temem a desocupação. De acordo com a CNI, entre brasileiros com idade de 45 a 54 anos, o índice do medo do desemprego deu um salto de 7,1 pontos em relação a abril e marcou 60,1 pontos em junho. Já entre as pessoas com instrução apenas até a quarta série do ensino fundamental, o marcador subiu 6,1 pontos e atingiu 65,1 pontos em junho.

O levantamento também constatou que o medo do desemprego é maior no Nordeste, região em que o índice alcançou 66 pontos em junho. O marcador é menor na região Sul, onde ficou em 47,9 pontos, abaixo da média nacional.

*Trechos da matéria publicada pelo Correio Braziliense. Clique aqui e leia a notícia completa.

Geração de vagas formais tem pior maio desde 2016

O mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Ministério da Economia. Esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

O saldo de maio decorre de 1,347 milhão de admissões e 1,315 milhão de demissões. Em maio de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 33.659, na série sem ajustes.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o resultado de maio mostra que a economia está em compasso de espera. “A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, que está com dificuldade de alçar novos voos. A economia está em compasso de espera a ser definido por pontos importantes, como a reforma da Previdência”, afirmou.

No acumulado de janeiro a maio, o saldo do Caged é positivo em 351.063 vagas, o pior resultado desde 2017. Foram abertas 351.063 vagas neste ano e 381.166 no mesmo período do ano passado.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.