Mais de 5,4 milhões de pessoas dependem da renda de um MEI, diz Sebrae

A renda obtida como microempreendedor individual (MEI) é a única fonte de recursos de 1,7 milhão de famílias, diz a 6ª pesquisa Perfil do MEI, feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que entrevistou 10.339 microempreendedores individuais entre 1º de abril e 28 de maio deste ano em todos os estados brasileiros.

De acordo com a pesquisa, isso significa que 5,4 milhões de pessoas no país, considerando quatro pessoas por família, dependem da renda de um MEI. Os dados mostram ainda que a renda média familiar desse segmento alcançou R$ 4,4 mil, o equivalente a pouco mais de quatro salários mínimos.

“Os resultados do levantamento mostram que 33% dos MEI estavam na informalidade (como empreendedores ou empregados) antes de optarem pelo registro como microempreendedor. Deste universo, 48% empreendiam sem CNPJ por 10 anos ou mais”, disse a assessoria do Sebrae. De acordo com o levantamento, a formalização foi responsável direta pelo aumento das vendas dos negócios para 71% dos entrevistados, enquanto 72% indicaram melhoria nas condições de compra junto aos fornecedores.

*Trechos da matéria publicada no “Uol”.

**Foto: autoria desconhecida.

48% dos brasileiros na internet já pagaram por serviços, como Uber e Netflix

O pagamento por serviços na internet, incluindo transporte por carro de aplicativo ou assinatura de streaming de vídeo, está avançando no Brasil: 48% dos usuários de internet no País já pagaram por alguma modalidade de serviço oferecido online. O dado está presente na mais recente versão do TIC Domicílios,  estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira.

O estudo deste ano, realizado entre outubro de 2018 e março de 2019, resolveu destacar os hábitos de consumo da internet no Brasil e detectou que 48% dos 126,9 milhões de usuários de internet pagaram por algum serviço. A pesquisa listou 9 categorias de serviço, o que inclui aplicativo de transporte, assinatura de streaming de música e de vídeo, delivery de comida e aluguel de acomodações.  

A categoria campeão de uso foi a de transporte por aplicativo: 32% dos usuários pediu táxi ou carro por aplicativo, o que significa que 40,8 milhões de pessoas acionaram veículos de Uber, 99, Cabify e outros. A segunda categoria mais popular foi pagar por serviços de filmes ou séries, serviço representado por Netflix, Amazon Prime Video, HBO GO e outros – 28% das pessoas pagaram por esse conteúdo. 

O contraste é grande com quem paga por assinatura de serviços de música, como o Spotify: apenas 8% pagaram por esse serviço. Quem ainda teve uma taxa pequena de uso foram serviços como o Airbnb, que alugam quartos. A pesquisa registrou que 5% dos brasileiros que usam internet já pagaram por esse serviço. 

A terceira categoria mais popular foi a de delivery de comida, como iFood e Uber Eats: 12% já fez uso do serviço. Entre as nove categorias, a menos popular foi a de reserva de aluguel de carros: 2%.  Na transmissão para a divulgação dos dados, Winston Oyadomari, coordenador da TIC Domicílios, diz que acredita que o estudo tivesse mais categorias, ou tivesse a categoria “outros”, a porcentagem total poderia ser superior a 48%. Foi a primeira vez que o estudo registrou os hábitos de contratação de serviços online.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

H&M suspende compras de couro brasileiro

O grupo sueco H&M, segundo maior varejista de moda do mundo, disse que deixará de comprar couro brasileiro temporariamente, como respostas às queimadas na Amazônia, segundo comunicado feito pela empresa à agência Reuters nesta quinta-feira (5).

“Devido aos graves incêndios na parte brasileira da floresta amazônica e às conexões com a produção de gado, decidimos proibir temporariamente o couro do Brasil. A proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia críveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia”, disse a H&M.

Na semana passada, a VF, empresa dona de marcas como Timberland e Vans, já havia anunciado que também não usaria mais couro brasileiro na sua produção.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: divulgação.