OMC reduz ainda mais projeção para crescimento do comércio global em 2019

A Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu ainda mais a projeção de crescimento do comércio mundial para 2019 e 2020, citando a escalada das tensões comerciais e a desaceleração da economia global.

De acordo com relatório publicado nesta terça-feira (1) pela entidade, “os riscos negativos permanecem altos”, uma vez que conflitos como a guerra comercial entre Estados e China aumentam as incertezas e têm levado empresas a adiarem investimentos. A OMC cita também como fatores para uma maior desestabilização a mudança das políticas monetária e fiscal em curso em vários países e o risco de um ‘Brexit desordenado”.

Para 2019, a OMC passou a projetar um crescimento de 1,2%, abaixo da estimativa anterior de 2,6% feita em abril. Já para 2020, a previsão é de avanço de 2,7%, ante estimativa anterior de alta de 3%.

*Trechos da matéria publicada no site “G1”.

**Foto: Dreamstime.

Risco país cai a menor nível em seis anos

Medido pelo Credit Default Swap (CDS), o risco Brasil, um título que protege contra calotes na dívida soberana, vem registrando nova rodada de queda e está em 116 pontos. É o menor nível em seis anos, desde maio de 2013. Mas outros ativos brasileiros, principalmente o dólar e a Bolsa, não estão acompanhando o movimento de melhora de percepção dos investidores sobre o País. Economistas e gestores ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que este “descolamento” mostra que os investidores estão antecipando um cenário doméstico melhor pela frente, mas, no momento, ainda seguem cautelosos e não vão aportar recursos em ativos locais sem maior crescimento econômico e avanço de outras reformas, inclusive o término da Previdência.

Historicamente, o CDS, o dólar e o Ibovespa têm correlação próxima – sendo que câmbio e risco costumam caminhar na mesma direção -, mas desde o segundo semestre do ano passado os comportamentos passaram a divergir. Um ex-diretor do Banco Central calcula que, com o CDS na casa dos 120 pontos, como agora, era para o dólar estar em R$ 3,60 ou abaixo. Mas a moeda está em R$ 4,10 e a visão dos especialistas é a de que não deve cair para abaixo de R$ 4 tão cedo. Para o mercado de ações, a avaliação é que, com o CDS neste nível, o Ibovespa deveria, pelo menos, estar acima da pontuação atual – que tem ficado entre 103 mil e 104 mil pontos nos últimos sete pregões.

Lucas Tambellini, estrategista de renda variável do Itaú BBA, afirma que, após vários anos com excesso de liquidez global, os contratos de CDS de vários países estão perto das mínimas históricas. No caso do Brasil, o nível de risco tem caído também diante da sinalização de melhora do lado fiscal. “No passado, a correlação era mais forte, mas estamos agora em um momento descolado. Na questão cambial, a taxa está se comportando de maneira diferente por motivos externos, uma vez que o dólar está forte praticamente contra o resto do mundo”, diz.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

Parlamento da Áustria rejeita acordo UE-Mercosul

O Parlamento da Áustria rejeitou na quarta-feira (18) aprovar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com a Reuters, obrigando o governo local a votar contra a proposta perante o Conselho Europeu. A decisão é um novo e sério entrave à entrada em vigor do acordo, que precisa da aprovação de todos os 28 países membros da UE.

A França já havia se manifestado contra o acordo em agosto, quando escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática.

Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo comercial UE-Mercosul prevê, segundo os europeus, a implementação efetiva do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: EFE.