Grandes empresas usam ações de marketing para encobrir irregularidades

A responsabilidade social corporativa, isto é, o envolvimento de grandes empresas com causas sociais e ambientais, tornou-se em muitos casos mera estratégia de marketing para encobrir irregularidades, evidencia o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em artigo publicado recentemente.

“Infelizmente está virando uma fraude”, discorre o economista sobre a responsabilidade social corporativa, e avança: “É algo que começou de uma forma muito bonita. As empresas pareciam realmente empenhadas em ajudar a sociedade, contribuir com o meio ambiente, diminuir a desigualdade”. Porém, “com o passar dos anos, se verificou que não é bem assim”, frisa Feldmann.

Essa tese ganha força, clareza, quando empresas ditas socialmente responsáveis são protagonistas de escândalos. “A contradição, a hipocrisia, ficam evidentes”, comenta Feldmann, relembrando episódios marcantes: “Aqui no Brasil tivemos um caso emblemático, a Vale. Primeiro a tragédia em Mariana. Ela continuou se dizendo socialmente responsável. Depois veio Brumadinho, mais de 400 mortes causadas por uma empresa que se diz socialmente responsável”.

O professor pondera que há casos de empresas que realmente contribuem com a sociedade, “mas que isso é exceção”. Feldmann cita o Prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, ao dizer que “não existe almoço grátis”. Em síntese, as empresas existem para dar lucro; querer que elas contribuam socialmente, de forma espontânea, é ingenuidade, na visão do professor. Contudo, Feldmann acredita que as grandes corporações têm que contribuir com a sociedade e para que isso ocorra é necessário uma pressão social e governamental, além de mecanismos efetivos de fiscalização.

*Trechos da matéria publicada no “Jornal da USP”.

**Foto: Folha de São Paulo.

H&M suspende compras de couro brasileiro

O grupo sueco H&M, segundo maior varejista de moda do mundo, disse que deixará de comprar couro brasileiro temporariamente, como respostas às queimadas na Amazônia, segundo comunicado feito pela empresa à agência Reuters nesta quinta-feira (5).

“Devido aos graves incêndios na parte brasileira da floresta amazônica e às conexões com a produção de gado, decidimos proibir temporariamente o couro do Brasil. A proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia críveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia”, disse a H&M.

Na semana passada, a VF, empresa dona de marcas como Timberland e Vans, já havia anunciado que também não usaria mais couro brasileiro na sua produção.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: divulgação.

Venda de produtos brasileiros para a Argentina cai 40,4% em agosto

O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (2) que as exportações brasileiras para a Argentina caíram 40,42% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, segundo o governo, o Brasil exportou em agosto o equivalente a US$ 793 milhões. No mesmo período de 2018, as exportações somaram US$ 1,33 bilhão.

A Argentina é um dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o país é o terceiro principal destino das exportações brasileiras.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: Agência Brasil.