Brasil tem 45 milhões de desbancarizados

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. De acordo com o levantamento, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Informações importantes identificadas pela pesquisa
  • 86% dos desbancarizados estão concentrados nas classes econômicas C, D e E. Desses, 49% estão na classe média (C);
  • 58% tem apenas o ensino fundamental ou não tem instrução;
  • 69% dos desbancarizados compram fiado;
  • 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%);
  • Metade (50%) dos desbancarizados está na faixa de 16 a 34 anos e
  • 49% não confiam nos bancos.

*Trechos da matéria publicada na “Revista PEGN”.

**Foto: Reprodução/Wikimedia Commons.

Cada R$ 1 mil aplicados no FGTS renderão R$ 32 como distribuição de lucros

O lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2018 somou R$ 12,2 bilhões. No próximo mês, esse montante será distribuído integralmente entre os 269,6 milhões de cotistas que tinham saldo nas contas no fim do ano passado, conforme o previsto na Medida Provisória 889, publicada, na semana passada, com as novas regras para o FGTS.

Pelos cálculos do ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, para cada R$ 1 mil aplicados no FGTS, serão pagos R$ 32 como distribuição de lucro. “Esse dado somado ao rendimento básico de R$ 30, resultará em um total de R$ 62”, explicou. Oliveira foi um dos idealizadores do saque das contas inativas do FGTS e do pagamento de metade do lucro aos cotistas em 2017.

O valor a ser distribuído faz parte das demonstrações contábeis do ano passado apresentadas pela Caixa Econômica Federal ao Conselho Curador do FGTS. “O Conselho vai deliberar sobre os dados em meados de agosto”, de acordo com o Ministério da Economia, em nota. Pelas contas da pasta, com essa nova forma de remuneração do FGTS, a rentabilidade para o cotista será de 6,18%, ganhando da caderneta de poupança. “Caso aprovado na forma proposta pela Caixa, o valor (do lucro) a ser recebido por cada cotista será proporcional ao saldo total em 31 de dezembro de 2018”, acrescentou.

*Trechos da matéria publicada no “Jornal Estado de Minas”.

**Foto: Ramon Lisboa/EM.

Bancos retomaram 70 mil imóveis por falta de pagamento desde 2014

*Título e conteúdo retirado da matéria escrita por Fernando Nakagawa, do O Estado de S.Paulo. Foto no destaque: Nilton Fukuda/Estadão

Com a alta inadimplência nos financiamentos imobiliários provocada pela crise econômica, o número de imóveis retomados pelos bancos disparou nos últimos anos. Desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras do País retomaram R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos.

A inadimplência cresceu à medida que a crise elevou o desemprego e reduziu a capacidade financeira das famílias. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado – incluindo as unidades que já estavam no estoque –, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.

Números nos balanços do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander revelam que, juntas, as instituições tiveram aumento médio de quase R$ 2 bilhões no volume de imóveis retomados a cada ano entre 2014 e o ano passado. O ritmo continua forte em 2018 e, em apenas seis meses, bancos tomaram mais R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos de inadimplentes.

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Comentário

O sonho da casa nova pode se tornar um pesadelo quando a capacidade financeira diminui e isso é exatamente o que está acontecendo com milhares de famílias no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta última quinta (30), 12,9 milhões de brasileiros estão desempregados.

São nesses momentos que muitas pessoas sentem a falta de ter uma reserva financeira para emergências, evitando, por exemplo, que o imóvel seja tomado por falta de pagamento ou que qualquer outra dívida vire uma bola de neve. 

Por isso, é muito importante que cada um procure, da melhor forma possível, se organizar financeiramente para situações emergenciais.

Marcelo Nieves Ribeiro