Geração de vagas formais tem pior maio desde 2016

O mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Ministério da Economia. Esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

O saldo de maio decorre de 1,347 milhão de admissões e 1,315 milhão de demissões. Em maio de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 33.659, na série sem ajustes.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o resultado de maio mostra que a economia está em compasso de espera. “A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, que está com dificuldade de alçar novos voos. A economia está em compasso de espera a ser definido por pontos importantes, como a reforma da Previdência”, afirmou.

No acumulado de janeiro a maio, o saldo do Caged é positivo em 351.063 vagas, o pior resultado desde 2017. Foram abertas 351.063 vagas neste ano e 381.166 no mesmo período do ano passado.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.

Governo amplia autorização para trabalhar em domingos e feriados

Foto: Carl de Souza/AFP

O governo ampliou a relação de atividades que terão, em caráter permanente, autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Agora, 78 setores estão autorizados a funcionar nesses dias – até então, eram 72. Entre os novos segmentos autorizados está o comércio em geral. A autorização será dada por meio de portaria assinada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

“Muito mais empregos! Assinei hoje portaria que autoriza empresas funcionarem aos domingos e feriados. Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas. Esses trabalhadores terão suas folgas garantidas em outros dias da semana. Respeito à Constituição e à CLT”, escreveu o secretário, na rede social Twitter.

De acordo com a minuta da Portaria, passam a ficar autorizados para o trabalho aos domingos e feriados, em caráter permanente, os seguintes segmentos: comércio em geral; estabelecimentos destinados ao turismo em geral; indústria de extração em óleos vegetais e indústria de biodiesel, excluídos os serviços de escritório; indústria do vinho, do mosto de uva, dos vinagres e bebidas derivados da uva e do vinho, excluídos os serviços de escritório; indústria aeroespacial; serviços de manutenção aeroespacial.

Trechos da matéria publica no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.

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Trabalhos temporários e parciais já são 15,5% dos postos gerados no País

Foto: Jana Pessoa (Setas/MT)

Os contratos de trabalho intermitente e parcial (que não excede 30 horas semanais) já são responsáveis por gerar 15,5% dos postos com carteira assinada entre novembro de 2017 e abril de 2019. É o que mostra um levantamento inédito do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado ontem.

No caso do trabalho intermitente, 49,2% dos postos geradas no período foram alocados no setor de serviços, especialmente nos segmentos de alimentação e transportes, enquanto 27,6% foram criadas no comércio. Em relação aos contratos com jornada parcial, 56,8% dos postos estão no setor de serviços, principalmente nas áreas de educação e alimentação, e 29% no comércio.

A pesquisadora do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, chama a atenção para o fato de que a maioria dos postos intermitentes (42,6%) e parciais (45%) está localizada nas micro e pequenas empresas com até 19 funcionários. “Aqui estamos falando, por exemplo, de pousadas e pequenos restaurantes que têm um movimento maior de sexta a domingo; do auxiliar de cozinha que tem mais oportunidade de trabalho aos finais de semana”, destaca Lameiras.

Trechos da matéria publicada no DCI. Clique aqui e leia a notícia completa.

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