Trabalhadores informais batem recorde e equivalem a uma Venezuela e um Paraguai

Embora o País tenha atingido no trimestre encerrado em julho o maior contingente de pessoas trabalhando, 93,584 milhões de brasileiros, o mercado de trabalho registrou também um nível recorde de 38,683 milhões de pessoas atuando na informalidade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa um contingente superior às populações de Venezuela e Paraguai somadas.

Ou seja, 41,3% de todos os ocupados estão na informalidade, contra uma fatia de 40,9% registrada no trimestre terminado em abril. O levantamento, considerado uma proxy da informalidade, inclui os empregados do setor privado sem carteira assinada, os trabalhadores domésticos sem carteira assinada, os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

“O desemprego está caindo, mas o que está acontecendo? Tem uma transferência para a subutilização, tem um aumento na subocupação”, frisou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. No período de um ano, o mercado de trabalho absorveu 2,218 milhões de trabalhadores, mas somente 233 mil deles com carteira assinada no setor privado. Segundo Azeredo, a reação esboçada pela carteira assinada na divulgação referente ao trimestre terminado em junho não se confirmou na pesquisa de julho.

“Você está transferindo gente da desocupação para a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Dos dois milhões de ocupados a mais ante o ano passado, mais da metade é conta própria, 54%”, completou Azeredo.

*Trechos da matéria publicada no site “Isto É Dinheiro”.

**Foto: Lincon Zarbietti.

Geração de vagas formais tem pior maio desde 2016

O mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Ministério da Economia. Esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

O saldo de maio decorre de 1,347 milhão de admissões e 1,315 milhão de demissões. Em maio de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 33.659, na série sem ajustes.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o resultado de maio mostra que a economia está em compasso de espera. “A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, que está com dificuldade de alçar novos voos. A economia está em compasso de espera a ser definido por pontos importantes, como a reforma da Previdência”, afirmou.

No acumulado de janeiro a maio, o saldo do Caged é positivo em 351.063 vagas, o pior resultado desde 2017. Foram abertas 351.063 vagas neste ano e 381.166 no mesmo período do ano passado.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.

Governo amplia autorização para trabalhar em domingos e feriados

Foto: Carl de Souza/AFP

O governo ampliou a relação de atividades que terão, em caráter permanente, autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Agora, 78 setores estão autorizados a funcionar nesses dias – até então, eram 72. Entre os novos segmentos autorizados está o comércio em geral. A autorização será dada por meio de portaria assinada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

“Muito mais empregos! Assinei hoje portaria que autoriza empresas funcionarem aos domingos e feriados. Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas. Esses trabalhadores terão suas folgas garantidas em outros dias da semana. Respeito à Constituição e à CLT”, escreveu o secretário, na rede social Twitter.

De acordo com a minuta da Portaria, passam a ficar autorizados para o trabalho aos domingos e feriados, em caráter permanente, os seguintes segmentos: comércio em geral; estabelecimentos destinados ao turismo em geral; indústria de extração em óleos vegetais e indústria de biodiesel, excluídos os serviços de escritório; indústria do vinho, do mosto de uva, dos vinagres e bebidas derivados da uva e do vinho, excluídos os serviços de escritório; indústria aeroespacial; serviços de manutenção aeroespacial.

Trechos da matéria publica no Estadão. Clique aqui e leia a notícia completa.

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