NuBank entra no setor corporativo com conta para pequenas empresas

A fintech brasileira Nubank está entrando no mundo corporativo. A partir de hoje, a startup começa um projeto piloto para oferecer conta corrente para pequenas empresas, com foco em profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs), público que por muitos anos foi desprezado pelos grandes bancos no País.

O teste começará com um universo de até 10 mil clientes. As empresas selecionadas terão de, obrigatoriamente, ter um único dono, que seja cliente do Nubank na pessoa física. Com esse perfil, há meio milhão de clientes na base da própria fintech. Mas a ideia é ir além. O Brasil tem hoje cerca de 20 milhões de pessoas jurídicas, segundo a Receita Federal.

“Não temos pretensão de atender grandes empresas, com necessidades mais sofisticadas”, diz Cristina Junqueira, cofundadora e vice-presidente do Nubank, ao Estadão/Broadcast. “Nosso objetivo é atender bem o segmento de micro e pequenas, a grande maioria do universo corporativo e um público muito negligenciado.”

A conta corrente para pessoa jurídica do Nubank começa com uma versão básica, com transferências financeiras entre usuários da fintech e de outros bancos, pagamento de contas e impostos, além de depósitos via boletos. O cartão de débito virá na sequência, possivelmente antes do fim do ano.

O custo da conta pessoa jurídica ainda não está fechado. A ideia, segundo Cristina, é replicar a NuConta, de pessoa física e usada por mais de 7 milhões de brasileiros, com cobrança apenas para saques.

*Trechos do conteúdo publicado no “Estadão”. Clique aqui e leia a notícia completa.

**Foto: Endeavor Brasil

Número de micro e pequenas empresas inadimplentes bate recorde histórico

A inadimplência de micro e pequenas empresas bateu recorde em março, chegando a 5,38 milhões, segundo dados da Serasa Experian. O número é o maior da série histórica, iniciada em março de 2016, e teve alta de 6,9%, na comparação com o terceiro mês de 2018. Na relação com fevereiro de 2018, houve aumento de 0,7%. As micro e pequenas empresas representam 95% do total das empresas inadimplentes no país.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o fraco desempenho da atividade econômica durante o primeiro trimestre acabou por não favorecer a ampliação da geração de caixa das empresas. Esse fator e a alta da inflação foram os responsáveis pelo aumento do número de micro e pequena empresas com dívidas atrasadas e negativadas.

O número de empresas inadimplentes de todos os portes também bateu recorde e atingiu 5,7 milhões. Este é o maior número de série história – superando o de fevereiro de 2018, que foi de 5,6 milhões (alta de 0,8%). Quando comparada com março de 2018, o volume foi 4,5% maior.

*Trechos da matéria publicada no site G1. Clique aqui e leia a notícia completa.