Número de micro e pequenas empresas inadimplentes bate recorde histórico

A inadimplência de micro e pequenas empresas bateu recorde em março, chegando a 5,38 milhões, segundo dados da Serasa Experian. O número é o maior da série histórica, iniciada em março de 2016, e teve alta de 6,9%, na comparação com o terceiro mês de 2018. Na relação com fevereiro de 2018, houve aumento de 0,7%. As micro e pequenas empresas representam 95% do total das empresas inadimplentes no país.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o fraco desempenho da atividade econômica durante o primeiro trimestre acabou por não favorecer a ampliação da geração de caixa das empresas. Esse fator e a alta da inflação foram os responsáveis pelo aumento do número de micro e pequena empresas com dívidas atrasadas e negativadas.

O número de empresas inadimplentes de todos os portes também bateu recorde e atingiu 5,7 milhões. Este é o maior número de série história – superando o de fevereiro de 2018, que foi de 5,6 milhões (alta de 0,8%). Quando comparada com março de 2018, o volume foi 4,5% maior.

*Trechos da matéria publicada no site G1. Clique aqui e leia a notícia completa.

Economia parada deixa brasileiro refém das dívidas

Em abril de 2019, 63,2 milhões de brasileiros estavam com dívidas atrasadas, de acordo com as informações divulgadas pela Serasa Experian, empresa especializada em dados financeiros e de crédito. É o maior número de inadimplentes desde o início da série iniciada em março de 2016.

“Começamos a observar uma mudança de tendência da trajetória da inadimplência”, afirma o economista Flávio Calife, da Boa Vista, que prevê um aumento do número de pessoas com dívidas por causa da situação da economia do país.

Texto escrito com base nas informações da matéria publicada no Estadão. /// Imagem: autoria desconhecida. /// Montagem, edição e texto: EPG Consultoria ///

*Proibido a cópia, total ou parcial, do conteúdo sem o consentimento prévio e expresso do autor.

Bancos retomaram 70 mil imóveis por falta de pagamento desde 2014

*Título e conteúdo retirado da matéria escrita por Fernando Nakagawa, do O Estado de S.Paulo. Foto no destaque: Nilton Fukuda/Estadão

Com a alta inadimplência nos financiamentos imobiliários provocada pela crise econômica, o número de imóveis retomados pelos bancos disparou nos últimos anos. Desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras do País retomaram R$ 11,5 bilhões em imóveis por falta de pagamento. O setor estima que essa cifra corresponde a cerca de 70 mil casas e apartamentos.

A inadimplência cresceu à medida que a crise elevou o desemprego e reduziu a capacidade financeira das famílias. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado – incluindo as unidades que já estavam no estoque –, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.

Números nos balanços do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander revelam que, juntas, as instituições tiveram aumento médio de quase R$ 2 bilhões no volume de imóveis retomados a cada ano entre 2014 e o ano passado. O ritmo continua forte em 2018 e, em apenas seis meses, bancos tomaram mais R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos de inadimplentes.

Clique aqui e leia a matéria completa.


Comentário

O sonho da casa nova pode se tornar um pesadelo quando a capacidade financeira diminui e isso é exatamente o que está acontecendo com milhares de famílias no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta última quinta (30), 12,9 milhões de brasileiros estão desempregados.

São nesses momentos que muitas pessoas sentem a falta de ter uma reserva financeira para emergências, evitando, por exemplo, que o imóvel seja tomado por falta de pagamento ou que qualquer outra dívida vire uma bola de neve. 

Por isso, é muito importante que cada um procure, da melhor forma possível, se organizar financeiramente para situações emergenciais.

Marcelo Nieves Ribeiro