De cada 100 inadimplentes, 37 devem até R$ 500

Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que a cada 100 consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, 37% devem até R$ 500. O levantamento constatou ainda que 53% dos brasileiros com contas atrasadas têm dívidas que não superam R$ 1 mil. Outros 20% devem algum valor entre R$ 1.000 e R$ 2.500 e 16% devem entre R$ 2.500 e R$ 7.500. A pesquisa mostrou ainda que cada consumidor inadimplente tem em geral duas dívidas em aberto.

O indicador constatou que em contas de serviços básicos, como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na sequência aparecem dívidas bancárias (cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos), com alta de 2,25% em relação ao mesmo mês do ano passado.

*Trechos da matéria publicada no “Correio Braziliense”.

**Foto: Caio Gomez/CB/D.A Press.

Micro e pequena indústria paulista tem alto patamar de inadimplência

Com alto patamar de inadimplência, a micro e pequena indústria do Estado de São Paulo reporta ausência de medidas de impacto para reaquecer a economia e melhorar demanda no curto prazo.

“De abril para maio, a inadimplência subiu de 34% para 44%. Em junho, houve um pequeno recuo para 42%. Também chama atenção que 25% das empresas estão usando cheque especial, o que deve agravar mais ainda a situação”, apontou o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri.

Os dados são referentes ao indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo de junho, encomendado pelo Simpi. O levantamento mostra que 25% das empresas tomaram calotes que representam até 15% do faturamento. “Você tem inadimplência nas duas pontas, no recebimento e no pagamento”, destaca Couri.

Entre maio e junho, o Índice de Satisfação das MPI’s, que contempla satisfação geral com o negócio, satisfação com o faturamento e satisfação com o lucro, passou de 104 para 103 pontos. O índice no mesmo período de 2018 era de 89 pontos, mas foi registrado sob impacto da paralisação dos caminhoneiros.

O dirigente assinala que há um cenário de fechamento de empresas, desemprego, dificuldade de crédito e inadimplência elevada, que configuram um ciclo recessivo. “Há uma tentativa do governo federal de tomar medidas para aquecer a economia, mas nada de impacto. Mesmo se ocorrer alguma iniciativa do tipo, demoraria de três a quatro meses para chegar à ponta. Assim, não deveremos ver uma mudança profunda de cenário nesse ano.”

*Trechos da matéria publicada no “DCI”.

**Foto: Agência Brasil.

Cai otimismo de empresário em relação a investimento e faturamento

O otimismo dos empresários em relação a investimentos, faturamento, inadimplência e demanda por crédito até o fim de 2019 arrefeceu no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, de acordo com a Pesquisa Perspectiva Empresarial da Boa Vista. O levantamento foi feito com pouco mais de mil empresários de todo País entre abril e junho.

Conforme a pesquisa, metade dos empresários (50%) está otimista e pretende realizar novos investimentos até o fim de 2019, mas esse porcentual era de 62% no primeiro trimestre do ano.

Dentre aqueles que pretendem fazer investimentos em suas empresas, 56% querem aplicar em tecnologia, 51% em novos produtos e serviços e 45% em pessoal e força de trabalho. Com exceção dos investimentos previstos em tecnologia, que permaneceram estáveis aos informados na pesquisa do período de janeiro a março, a pretensão de investimentos em novos produtos e serviços e em pessoal e força de trabalho sofreu queda no segundo trimestre.

Quanto à perspectiva de faturamento, 58% dos empresários apontaram expectativa de crescimento até o fim de 2019, 11 pontos porcentuais abaixo do registrado na pesquisa do primeiro trimestre.

Já a fatia que espera aumento da inadimplência nos negócios até o fim de 2019 passou de 14% para 22%. Os empresários que esperam que o nível de endividamento das companhias cairá ao longo deste ano representam 45% do total, patamar relativamente estável frente ao primeiro trimestre. Para outros 28%, o nível de endividamento deve ficar estável, enquanto 13% avaliam que deve apresentar crescimento.

Ainda segundo os dados da pesquisa, 38% dos empresários informaram que demandarão mais crédito neste ano de 2019, contra 41% no primeiro trimestre. Por outro lado, a parcela que não demandará crédito aumentou de 45% para 52%.

Dentre os que demandarão mais crédito em 2019, 52% irão realizar novos investimentos, 33% terão como objetivo alavancar o capital de giro e os outros 15% utilizarão os recursos para pagar credores, apontando um cenário mais positivo, uma vez que em 2018 esse porcentual era de 27%.

*Trechos do conteúdo publicado no “Isto É Dinheiro”. Clique aqui e veja o conteúdo original.