76% dos consumidores já compraram por causa de influenciadores, diz estudo

Um estudo produzido pela empresa de marketing de influência Spark em parceria com o Instituto QualiBest, de pesquisas, apontou que 76% dos consumidores já compraram algum produto ou serviço com base na recomendação feita por um influenciador digital. Produzido em agosto, o levantamento foi realizado com 1.100 pessoas de todas as regiões do Brasil. O objetivo era identificar a relação do público com influenciadores digitais.

Entre os itens mais comprados a partir da indicação de um influenciador digital estão os produtos de beleza (52%), seguidos por livros e acessórios de moda (42%). Na sequência, estão alimentos e bebidas (30%) e smartphones (29%). O levantamento apontou também as redes favoritas do público. Instagram e YouTube aparecem empatados em primeiro lugar e o Facebook ficou com o terceiro lugar.

*Trechos da matéria publicada no “Uol”.

**Ilustração: autoria desconhecida.

Grandes empresas usam ações de marketing para encobrir irregularidades

A responsabilidade social corporativa, isto é, o envolvimento de grandes empresas com causas sociais e ambientais, tornou-se em muitos casos mera estratégia de marketing para encobrir irregularidades, evidencia o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em artigo publicado recentemente.

“Infelizmente está virando uma fraude”, discorre o economista sobre a responsabilidade social corporativa, e avança: “É algo que começou de uma forma muito bonita. As empresas pareciam realmente empenhadas em ajudar a sociedade, contribuir com o meio ambiente, diminuir a desigualdade”. Porém, “com o passar dos anos, se verificou que não é bem assim”, frisa Feldmann.

Essa tese ganha força, clareza, quando empresas ditas socialmente responsáveis são protagonistas de escândalos. “A contradição, a hipocrisia, ficam evidentes”, comenta Feldmann, relembrando episódios marcantes: “Aqui no Brasil tivemos um caso emblemático, a Vale. Primeiro a tragédia em Mariana. Ela continuou se dizendo socialmente responsável. Depois veio Brumadinho, mais de 400 mortes causadas por uma empresa que se diz socialmente responsável”.

O professor pondera que há casos de empresas que realmente contribuem com a sociedade, “mas que isso é exceção”. Feldmann cita o Prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, ao dizer que “não existe almoço grátis”. Em síntese, as empresas existem para dar lucro; querer que elas contribuam socialmente, de forma espontânea, é ingenuidade, na visão do professor. Contudo, Feldmann acredita que as grandes corporações têm que contribuir com a sociedade e para que isso ocorra é necessário uma pressão social e governamental, além de mecanismos efetivos de fiscalização.

*Trechos da matéria publicada no “Jornal da USP”.

**Foto: Folha de São Paulo.

Exportação ainda não foi afetada, mas luz está piscando, diz Abag

A imagem do Brasil, prejudicada pelas queimadas no Norte do País e por declarações de autoridades, ainda não causou cancelamento de contratos de exportação, “mas a luz vermelha está piscando”, disse nesta sexta-feira, 6, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito. “Não vi contrato cancelado em setor algum, as exportações continuam, mas a luz vermelha está piscando acelerado”, afirmou em evento na capital paulista. “Se providências não forem tomadas, se o rumo do discurso não for outro, se a retórica não for outra, as coisas podem piorar.”

Brito ressalvou, entretanto, desconfiar de anúncios feitos recentemente por empresas, de que pararam de comprar produtos brasileiros, como o couro. “É fácil usar momento de crise como marketing da empresa também. E isso já aconteceu várias vezes. Falar que parou de comprar o couro brasileiro, por exemplo. Será que parou mesmo?”, perguntou. “Se tem contêineres em navios hoje em direção à Europa ou aos Estados Unidos, você mandou o navio parar ou tirou o contêiner de cima dele,” indagou, ressaltando que ainda não viu contratos cancelados.

*Trechos da matéria publicada no “Isto É Dinheiro”.

**Foto: Bruno Kelly/Reuters.