NuBank entra no setor corporativo com conta para pequenas empresas

A fintech brasileira Nubank está entrando no mundo corporativo. A partir de hoje, a startup começa um projeto piloto para oferecer conta corrente para pequenas empresas, com foco em profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs), público que por muitos anos foi desprezado pelos grandes bancos no País.

O teste começará com um universo de até 10 mil clientes. As empresas selecionadas terão de, obrigatoriamente, ter um único dono, que seja cliente do Nubank na pessoa física. Com esse perfil, há meio milhão de clientes na base da própria fintech. Mas a ideia é ir além. O Brasil tem hoje cerca de 20 milhões de pessoas jurídicas, segundo a Receita Federal.

“Não temos pretensão de atender grandes empresas, com necessidades mais sofisticadas”, diz Cristina Junqueira, cofundadora e vice-presidente do Nubank, ao Estadão/Broadcast. “Nosso objetivo é atender bem o segmento de micro e pequenas, a grande maioria do universo corporativo e um público muito negligenciado.”

A conta corrente para pessoa jurídica do Nubank começa com uma versão básica, com transferências financeiras entre usuários da fintech e de outros bancos, pagamento de contas e impostos, além de depósitos via boletos. O cartão de débito virá na sequência, possivelmente antes do fim do ano.

O custo da conta pessoa jurídica ainda não está fechado. A ideia, segundo Cristina, é replicar a NuConta, de pessoa física e usada por mais de 7 milhões de brasileiros, com cobrança apenas para saques.

*Trechos do conteúdo publicado no “Estadão”. Clique aqui e leia a notícia completa.

**Foto: Endeavor Brasil

MEI completa 10 anos com 8,5 milhões de inscritos

A legislação que criou o Microempreendedor Individual – o MEI (artigo 18A da Lei complementar nº 128/2018) – completa dez anos neste mês de julho. Ela propiciou que milhares de profissionais autônomos que trabalhavam sem nenhuma segurança jurídica se formalizassem. Com isso, passaram a ter acesso a direitos e benefícios, como auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para a família.

Desde que a legislação entrou em vigor – em julho de 2009 –, o Brasil já registra 8,551 milhões de microempreendedores nas mais diversas atividades econômicas. Em junho, o estado com o maior número de inscritos era São Paulo (2,288 milhões), seguido por Rio de Janeiro (992,7 mil) e Paraná (527,8 mil).

*Trechos do conteúdo publicado no “Governo Federal”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Microempreendedores individuais já são mais de 8 milhões em todo o Brasil

Foto: Cristina Quicler/AFP

Ser dono do próprio negócio é um sonho antigo para uma grande parcela da população brasileira. Nos últimos anos, as turbulências na economia e a consequente dificuldade no mercado de trabalho levaram milhões de trabalhadores — uns por opção, outros por pura necessidade — a antecipar a realização de projetos e a se tornar patrões de si mesmos.

Os números revelam com clareza esse movimento. De acordo com dados do governo federal, publicados no Portal do Empreendedor, o contingente de microempreendedores individuais (MEIs) no país ultrapassou neste ano a marca de 8 milhões, fechando março com 8.154.678 cadastros. Nos últimos cinco anos, um período de grandes dificuldades na economia, o número de MEIs no país cresceu mais de 120%. Já no primeiro trimestre do ano, o Brasil ganhou 379 mil novos microempreendedores individuais.

“Abrir uma empresa e empreender é o caminho natural para quem possui qualificação, mas que tem encontrado barreiras de recolocação no mercado de trabalho formal”, afirma o diretor de finanças do Sebrae-SP, Dario Bassi Rambelli.

A onda de novos microempresários formais deve ganhar mais força neste ano, segundo Rambelli. Projeções do Sebrae, com base nas estatísticas de outros períodos do Brasil, mostram que, como o emprego formal é um dos primeiros a entrar na crise e um dos últimos a sair, a tendência é de alta no número de MEIs neste ano e em 2020. “Mesmo que haja uma recuperação do mercado de trabalho, aqueles microempreendedores que se estabilizarem com o próprio negócio tendem a ser tornar empregadores em vez de funcionários novamente”, diz o economista Marcos de Castro, da Fundação Getulio Vargas.

*Trechos da matéria publicada no Correio Braziliense. Clique aqui e leia a notícia completa.