Parlamento da Áustria rejeita acordo UE-Mercosul

O Parlamento da Áustria rejeitou na quarta-feira (18) aprovar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com a Reuters, obrigando o governo local a votar contra a proposta perante o Conselho Europeu. A decisão é um novo e sério entrave à entrada em vigor do acordo, que precisa da aprovação de todos os 28 países membros da UE.

A França já havia se manifestado contra o acordo em agosto, quando escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática.

Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo comercial UE-Mercosul prevê, segundo os europeus, a implementação efetiva do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: EFE.

Novo embaixador da UE no Brasil diz que ‘política de confronto’ não serve ao acordo Mercosul

O novo embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, considera que é preciso manter um ambiente político favorável para garantir a validação do acordo entre Mercosul e UE. Para ele, os congressistas de cada bloco vão analisar não só o conteúdo do tratado, mas também as relações entre os países. Como consequência, avalia que “dificuldades na relação bilateral podem significar dificuldades na ratificação do acordo”.

Apesar de admitir que o discurso do presidente Jair Bolsonaro contra algumas autoridades europeias pode ser ruim para a ratificação do acordo, Ybáñez afirma que a postura de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação ao acordo foi bem vista pelo lado europeu em alguns episódios. 

Um dos aspectos positivos foi o fato de Guedes e do próprio Bolsonaro terem colocado em dúvida a permanência do Brasil no Mercosul caso o eventual sucessor de Mauricio Macri, o oposicionista Alberto Fernández, vença a eleição no país vizinho. Na visão do embaixador, isso mostra que o Brasil valoriza tanto o acordo que ameaça deixar o bloco caso não seja respeitado pelos argentinos. Outro ponto destacado por Ybáñez foi o fato de Bolsonaro ter comemorado como uma vitória a conclusão do tratado.

Ele esclareceu que a etapa de revisão jurídica do acordo só deve ser concluída no início do próximo ano. Só então o tratado poderá ser encaminhado para o Parlamento da União Europeia e para os parlamentos dos membros do Mercosul – composto por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai – para a parte comercial poder ser ratificada. 

Alguns pontos da ratificação ainda não estão definidos, entre eles é preciso estabelecer se a parte política do acordo também terá que passar pela aprovação por todos os países-membro da União Europeia ou se bastaria a aprovação do Parlamento Europeu.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: El Diario.

Acordo comercial entre Mercosul e UE será desafio para montadoras

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cria um “senso de urgência” para que a indústria automobilística brasileira busque competitividade e tenha produtos para atender o consumidor europeu, segundo executivos das montadoras instaladas no País. Para eles, as empresas precisam desenvolver planejamento estratégico para as exportações futuras e trabalhar, em conjunto com o governo, num tripé que envolva crédito para exportação, logística e questão tributária.

Embora o livre-comércio só entre mesmo em vigor em 15 anos, desde já a indústria local precisa adequar planos de investimento antes pensados principalmente para atender ao mercado regional. “Teremos de transformar a exportação em necessidade, pois a competitividade será questão de sobrevivência”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul.

Na questão do crédito, será preciso avaliar custo, disponibilidade e velocidade de concessão por parte do setor financeiro, diz ele, ressaltando não se tratar de crédito subsidiado. Também é necessário pensar na logística, por exemplo, avançar no transporte por cabotagem, assim como na questão tributária, tema que já é foco das reformas que o governo pretende fazer. “Não podemos exportar tributos”, afirmou.

*Trechos da matéria publicada pelo Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.