Empresas Simples de Crédito ultrapassam a marca de 200 negócios criados

Apenas três meses após a sanção da Lei que criou a Empresa Simples de Crédito (ESC), o Brasil já conta com mais 200 negócios formalizados por todo o país. Segundo levantamento do Sebrae, as ESC já realizaram 84 operações, totalizando R$ 1,5 milhão (média de R$ 17,8 mil). A estimativa do Sebrae é de que o novo modelo de acesso a crédito deve injetar R$ 20 bilhões, por ano, em novos recursos para os pequenos negócios brasileiros. Esse resultado deve ser alcançado quando as primeiras 1 mil ESC entrarem em atividade, até o fim de 2020.

Segundo pesquisa realizada pela instituição junto a uma amostra de mais de 100 Empresas Simples de Crédito, 30% já realizaram alguma operação de crédito ao longo desses três meses. 58% dessas operações estão situadas na faixa entre R$ 11 mil e R$ 30 mil. E, para 25% das empresas ouvidas, a taxa de juros ficou entre 3,1% e 4% ao mês. Em relação ao prazo, 58% das operações foram estabelecidas entre 6 meses e 12 meses.

*Trechos da matéria publicada no “Sebrae”.

Economia compartilhada entra no radar dos pequenos negócios

O carro que não é usado alguns dias da semana pode ser compartilhado com outra pessoa, não necessariamente conhecida. O objetivo é dividir os custos ou mesmo monetizar esse período ocioso do veículo. Como o arranjo acontece? Geralmente por meio de um aplicativo, que concentra da busca ao pagamento. Essa é a base da economia compartilhada: acesso de um ativo (carro, casa, roupa, etc) baseado em tempo de uso e intermediado pela tecnologia. Mesmo com grandes multinacionais no setor, como Airbnb e Uber, empreendedores começam a entrar de vez no mercado.

“O setor passou a ser representativo nos últimos 15 anos, com o avanço não apenas das plataformas digitais, mas principalmente com a evolução da segurança da avaliação, tanto do prestador de serviço como do interessado no mesmo”, diz o professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa.

É justamente esta preocupação com a qualidade do produto e segurança que faz Pedro Santelmo, fundador da Vem de Bolo, entrar com cautela no mercado. A empresa que conecta boleiras com clientes na capital paulista foi fundada no fim do ano passado e começou a operar com 15 profissionais.

Atualmente, são 43 confeiteiras ativas e uma lista de espera de 280 profissionais. “Todas passam por uma curadoria, com entrevista, visita ao local de trabalho, degustação e check list da Anvisa, com as diretrizes do guia de boas práticas para a manipulação de alimentos”, conta Santelmo.

“Na economia compartilhada se trabalha com dois clientes. No meu caso, a boleira e o consumidor. Tenho que manter essa gangorra equilibrada para deixar a empresa saudável”, diz, sobre os desafios do setor. A empresa fechará o mês com 100 pedidos e planeja encerrar 2019 com 70 boleiras ativas.

Com foco na mobilidade, Tamy Lin criou, em 2017, a Moobie, plataforma P2P(pessoa para pessoa) de compartilhamento de carros. Um proprietário com o veículo ocioso pode cadastrá-lo na plataforma e então alugá-lo, com valor baseado na tabela FIPE. O negócio, inicialmente inédito no País, atua hoje em mais de 100 cidades, tem 320 mil clientes cadastrados e 20 mil veículos disponíveis.

“Ainda é um desafio, se pensarmos que, no Brasil, temos milhões de carros particulares subutilizados. Mas acredito que é um trabalho de educação e estruturar o produto para que as pessoas confiem”, diz Tamy. 

*Trechos da matéria publicada no site “Estadão”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Tintas orgânicas são aposta de empresas com foco no ambiente

A preocupação dos consumidores brasileiros com a sustentabilidade tem levado pequenos negócios a buscarem soluções em segmentos dominados pela grande indústria. No setor de pigmentos, empreendedores identificaram uma brecha para propostas inovadoras de produção e aplicação de tintas orgânicas.

A Mancha Orgânica atua no nicho com produção de tintas atóxicas e 100% orgânicas a partir de produtos da biodiversidade brasileira como açafrão, urucum, cacau e erva-mate. Segundo o cofundador Amon Pinto, uma das estratégias da empresa carioca é atingir o público infantil para que os produtos sirvam como ferramenta de educação ambiental e de incentivo à livre experimentação artística.

“Queremos resgatar os conhecimentos ancestrais de colorir com tintas naturais para favorecer a saúde e minimizar os impactos da indústria no ambiente”, conta Amon, que criou a empresa em 2017 ao lado de outros designers da agência Zebu Mídias Sustentáveis, no Rio.

Agora, a Mancha desenvolve parcerias com escolas e redes de ensino na capital fluminense. “Como o produto é livre de metais pesados, as crianças podem colocar na boca, passar a mão nos olhos e experimentar uma interação com a tinta sem limitações.”

Outro projeto que envolve o uso de pigmentos naturais e vem chamando a atenção de grandes empresas é o Organicolor. Fruto de um trabalho de conclusão do curso de Técnicas em Plástico do Senai de Jundiaí, em São Paulo, a equipe de estudantes desenvolveu uma tecnologia de tingimento de plásticos por meio de matéria-prima orgânica.

Nesse caso, a empresa não produz o pigmento, como a Mancha Orgânica, mas desenvolveu a tecnologia que faz com que o pigmento natural pinte o plástico de embalagens sem materiais de origem química e industrial. 

“Principalmente nos ramos de cosméticos e alimentos, o consumo desses materiais precisa ser pensado com cautela para não contaminar os produtos que vêm dentro da embalagem. Podemos dar um direcionamento inteligente para o setor, alimentando um ciclo renovável de geração de receita e lucros sem degradar o ambiente”, afirma o professor Eduardo Garcia, orientador da turma do Senai.

De acordo com a pesquisa Estilos de Vida 2019, divulgada em junho pelo instituto Nielsen, 42% dos brasileiros estão mudando hábitos de consumo para reduzir o impacto no ambiente, sendo que 30% dizem estar atentos aos ingredientes que compõem os produtos e 65% dizem não comprar de empresas associadas ao trabalho escravo.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.