Avanço da informalidade faz aumentar desigualdade de renda no país, aponta Ipea

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, embora o desemprego tenha caído e a massa salarial aumentado, o avanço da informalidade no mercado de trabalho fez crescer a desigualdade de renda no país nos últimos anos.

O instituto mostrou que, no 1º trimestre de 2019, a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,1 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa. No 2º trimestre, essa diferença aumentou para 30,5 vezes, “praticamente igualando o pico da série histórica (30,6) atingido no terceiro trimestre de 2018”.

“Adicionalmente, nota-se que os efeitos da crise econômica sobre o mercado de trabalho, sobretudo em 2015 e 2016, geraram não apenas uma expressiva dispensa de trabalhadores como também uma queda dos salários de contratação, dado que a única faixa de emprego com saldo positivo no período era a que remunerava até 1,0 salário mínimo. A partir de 2017, o país voltou a gerar vagas com salários entre 1,01 e 2,0 salários mínimos, no entanto em proporções mais modestas”, destacou o relatório do Ipea.

A pesquisa considerou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

*Trechos da matéria publicada no “G1”.

**Foto: Rede Globo.

48% dos brasileiros na internet já pagaram por serviços, como Uber e Netflix

O pagamento por serviços na internet, incluindo transporte por carro de aplicativo ou assinatura de streaming de vídeo, está avançando no Brasil: 48% dos usuários de internet no País já pagaram por alguma modalidade de serviço oferecido online. O dado está presente na mais recente versão do TIC Domicílios,  estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira.

O estudo deste ano, realizado entre outubro de 2018 e março de 2019, resolveu destacar os hábitos de consumo da internet no Brasil e detectou que 48% dos 126,9 milhões de usuários de internet pagaram por algum serviço. A pesquisa listou 9 categorias de serviço, o que inclui aplicativo de transporte, assinatura de streaming de música e de vídeo, delivery de comida e aluguel de acomodações.  

A categoria campeão de uso foi a de transporte por aplicativo: 32% dos usuários pediu táxi ou carro por aplicativo, o que significa que 40,8 milhões de pessoas acionaram veículos de Uber, 99, Cabify e outros. A segunda categoria mais popular foi pagar por serviços de filmes ou séries, serviço representado por Netflix, Amazon Prime Video, HBO GO e outros – 28% das pessoas pagaram por esse conteúdo. 

O contraste é grande com quem paga por assinatura de serviços de música, como o Spotify: apenas 8% pagaram por esse serviço. Quem ainda teve uma taxa pequena de uso foram serviços como o Airbnb, que alugam quartos. A pesquisa registrou que 5% dos brasileiros que usam internet já pagaram por esse serviço. 

A terceira categoria mais popular foi a de delivery de comida, como iFood e Uber Eats: 12% já fez uso do serviço. Entre as nove categorias, a menos popular foi a de reserva de aluguel de carros: 2%.  Na transmissão para a divulgação dos dados, Winston Oyadomari, coordenador da TIC Domicílios, diz que acredita que o estudo tivesse mais categorias, ou tivesse a categoria “outros”, a porcentagem total poderia ser superior a 48%. Foi a primeira vez que o estudo registrou os hábitos de contratação de serviços online.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

Brasil tem 45 milhões de desbancarizados

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. De acordo com o levantamento, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Informações importantes identificadas pela pesquisa
  • 86% dos desbancarizados estão concentrados nas classes econômicas C, D e E. Desses, 49% estão na classe média (C);
  • 58% tem apenas o ensino fundamental ou não tem instrução;
  • 69% dos desbancarizados compram fiado;
  • 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%);
  • Metade (50%) dos desbancarizados está na faixa de 16 a 34 anos e
  • 49% não confiam nos bancos.

*Trechos da matéria publicada na “Revista PEGN”.

**Foto: Reprodução/Wikimedia Commons.