NuBank entra no setor corporativo com conta para pequenas empresas

A fintech brasileira Nubank está entrando no mundo corporativo. A partir de hoje, a startup começa um projeto piloto para oferecer conta corrente para pequenas empresas, com foco em profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs), público que por muitos anos foi desprezado pelos grandes bancos no País.

O teste começará com um universo de até 10 mil clientes. As empresas selecionadas terão de, obrigatoriamente, ter um único dono, que seja cliente do Nubank na pessoa física. Com esse perfil, há meio milhão de clientes na base da própria fintech. Mas a ideia é ir além. O Brasil tem hoje cerca de 20 milhões de pessoas jurídicas, segundo a Receita Federal.

“Não temos pretensão de atender grandes empresas, com necessidades mais sofisticadas”, diz Cristina Junqueira, cofundadora e vice-presidente do Nubank, ao Estadão/Broadcast. “Nosso objetivo é atender bem o segmento de micro e pequenas, a grande maioria do universo corporativo e um público muito negligenciado.”

A conta corrente para pessoa jurídica do Nubank começa com uma versão básica, com transferências financeiras entre usuários da fintech e de outros bancos, pagamento de contas e impostos, além de depósitos via boletos. O cartão de débito virá na sequência, possivelmente antes do fim do ano.

O custo da conta pessoa jurídica ainda não está fechado. A ideia, segundo Cristina, é replicar a NuConta, de pessoa física e usada por mais de 7 milhões de brasileiros, com cobrança apenas para saques.

*Trechos do conteúdo publicado no “Estadão”. Clique aqui e leia a notícia completa.

**Foto: Endeavor Brasil

Uber ainda levará anos até se tornar lucrativa, afirma executivo

Apesar de ser o aplicativo de transporte mais popular do mundo, a Uber não gera lucro. Em maio, a companhia divulgou um prejuízo de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, e a situação não deve mudar em breve, segundo o seu diretor de tecnologia, Thuan Pham.

Em um evento na manhã desta última terça (9) em Hong Kong, o executivo afirmou que a empresa ainda levará “alguns anos” para se tornar rentável. Pham apontou o alto nível de competitividade do setor de transportes e o baixo retorno que a Uber recebe das transações como principais motivos para as contas não saírem do vermelho.

Mas Uber já tem um plano para reverter o quadro. De acordo com o executivo, a companhia irá focar seus esforços no desenvolvimento de carros autônomos, apresentados como a grande virada para o mercado dos transportes para o próximo ano. Em abril, a Uber recebeu US$ 1 bilhão em uma rodada de negociações para expandir as pesquisas e projetos no segmento.

“Quando essa tecnologia funcionar o seu preço irá cair significativamente, então o mercado irá se expandir muito mais rápido. E nós temos um esforço ativo nesta tecnologia”, disse ele. Até lá, a companhia busca expandir sua atuação para outros nichos de transporte, como a Uber Eats e o mais recente Uber Bus, lançado no México e no Egito no ano passado.

*Trechos da matéria publicada no portal “Isto É Dinheiro”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Tintas orgânicas são aposta de empresas com foco no ambiente

A preocupação dos consumidores brasileiros com a sustentabilidade tem levado pequenos negócios a buscarem soluções em segmentos dominados pela grande indústria. No setor de pigmentos, empreendedores identificaram uma brecha para propostas inovadoras de produção e aplicação de tintas orgânicas.

A Mancha Orgânica atua no nicho com produção de tintas atóxicas e 100% orgânicas a partir de produtos da biodiversidade brasileira como açafrão, urucum, cacau e erva-mate. Segundo o cofundador Amon Pinto, uma das estratégias da empresa carioca é atingir o público infantil para que os produtos sirvam como ferramenta de educação ambiental e de incentivo à livre experimentação artística.

“Queremos resgatar os conhecimentos ancestrais de colorir com tintas naturais para favorecer a saúde e minimizar os impactos da indústria no ambiente”, conta Amon, que criou a empresa em 2017 ao lado de outros designers da agência Zebu Mídias Sustentáveis, no Rio.

Agora, a Mancha desenvolve parcerias com escolas e redes de ensino na capital fluminense. “Como o produto é livre de metais pesados, as crianças podem colocar na boca, passar a mão nos olhos e experimentar uma interação com a tinta sem limitações.”

Outro projeto que envolve o uso de pigmentos naturais e vem chamando a atenção de grandes empresas é o Organicolor. Fruto de um trabalho de conclusão do curso de Técnicas em Plástico do Senai de Jundiaí, em São Paulo, a equipe de estudantes desenvolveu uma tecnologia de tingimento de plásticos por meio de matéria-prima orgânica.

Nesse caso, a empresa não produz o pigmento, como a Mancha Orgânica, mas desenvolveu a tecnologia que faz com que o pigmento natural pinte o plástico de embalagens sem materiais de origem química e industrial. 

“Principalmente nos ramos de cosméticos e alimentos, o consumo desses materiais precisa ser pensado com cautela para não contaminar os produtos que vêm dentro da embalagem. Podemos dar um direcionamento inteligente para o setor, alimentando um ciclo renovável de geração de receita e lucros sem degradar o ambiente”, afirma o professor Eduardo Garcia, orientador da turma do Senai.

De acordo com a pesquisa Estilos de Vida 2019, divulgada em junho pelo instituto Nielsen, 42% dos brasileiros estão mudando hábitos de consumo para reduzir o impacto no ambiente, sendo que 30% dizem estar atentos aos ingredientes que compõem os produtos e 65% dizem não comprar de empresas associadas ao trabalho escravo.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.