Uber ainda levará anos até se tornar lucrativa, afirma executivo

Apesar de ser o aplicativo de transporte mais popular do mundo, a Uber não gera lucro. Em maio, a companhia divulgou um prejuízo de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, e a situação não deve mudar em breve, segundo o seu diretor de tecnologia, Thuan Pham.

Em um evento na manhã desta última terça (9) em Hong Kong, o executivo afirmou que a empresa ainda levará “alguns anos” para se tornar rentável. Pham apontou o alto nível de competitividade do setor de transportes e o baixo retorno que a Uber recebe das transações como principais motivos para as contas não saírem do vermelho.

Mas Uber já tem um plano para reverter o quadro. De acordo com o executivo, a companhia irá focar seus esforços no desenvolvimento de carros autônomos, apresentados como a grande virada para o mercado dos transportes para o próximo ano. Em abril, a Uber recebeu US$ 1 bilhão em uma rodada de negociações para expandir as pesquisas e projetos no segmento.

“Quando essa tecnologia funcionar o seu preço irá cair significativamente, então o mercado irá se expandir muito mais rápido. E nós temos um esforço ativo nesta tecnologia”, disse ele. Até lá, a companhia busca expandir sua atuação para outros nichos de transporte, como a Uber Eats e o mais recente Uber Bus, lançado no México e no Egito no ano passado.

*Trechos da matéria publicada no portal “Isto É Dinheiro”. Clique aqui e leia a notícia completa.

Tintas orgânicas são aposta de empresas com foco no ambiente

A preocupação dos consumidores brasileiros com a sustentabilidade tem levado pequenos negócios a buscarem soluções em segmentos dominados pela grande indústria. No setor de pigmentos, empreendedores identificaram uma brecha para propostas inovadoras de produção e aplicação de tintas orgânicas.

A Mancha Orgânica atua no nicho com produção de tintas atóxicas e 100% orgânicas a partir de produtos da biodiversidade brasileira como açafrão, urucum, cacau e erva-mate. Segundo o cofundador Amon Pinto, uma das estratégias da empresa carioca é atingir o público infantil para que os produtos sirvam como ferramenta de educação ambiental e de incentivo à livre experimentação artística.

“Queremos resgatar os conhecimentos ancestrais de colorir com tintas naturais para favorecer a saúde e minimizar os impactos da indústria no ambiente”, conta Amon, que criou a empresa em 2017 ao lado de outros designers da agência Zebu Mídias Sustentáveis, no Rio.

Agora, a Mancha desenvolve parcerias com escolas e redes de ensino na capital fluminense. “Como o produto é livre de metais pesados, as crianças podem colocar na boca, passar a mão nos olhos e experimentar uma interação com a tinta sem limitações.”

Outro projeto que envolve o uso de pigmentos naturais e vem chamando a atenção de grandes empresas é o Organicolor. Fruto de um trabalho de conclusão do curso de Técnicas em Plástico do Senai de Jundiaí, em São Paulo, a equipe de estudantes desenvolveu uma tecnologia de tingimento de plásticos por meio de matéria-prima orgânica.

Nesse caso, a empresa não produz o pigmento, como a Mancha Orgânica, mas desenvolveu a tecnologia que faz com que o pigmento natural pinte o plástico de embalagens sem materiais de origem química e industrial. 

“Principalmente nos ramos de cosméticos e alimentos, o consumo desses materiais precisa ser pensado com cautela para não contaminar os produtos que vêm dentro da embalagem. Podemos dar um direcionamento inteligente para o setor, alimentando um ciclo renovável de geração de receita e lucros sem degradar o ambiente”, afirma o professor Eduardo Garcia, orientador da turma do Senai.

De acordo com a pesquisa Estilos de Vida 2019, divulgada em junho pelo instituto Nielsen, 42% dos brasileiros estão mudando hábitos de consumo para reduzir o impacto no ambiente, sendo que 30% dizem estar atentos aos ingredientes que compõem os produtos e 65% dizem não comprar de empresas associadas ao trabalho escravo.

*Trechos da matéria publicada no Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.

Acordo comercial entre Mercosul e UE será desafio para montadoras

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cria um “senso de urgência” para que a indústria automobilística brasileira busque competitividade e tenha produtos para atender o consumidor europeu, segundo executivos das montadoras instaladas no País. Para eles, as empresas precisam desenvolver planejamento estratégico para as exportações futuras e trabalhar, em conjunto com o governo, num tripé que envolva crédito para exportação, logística e questão tributária.

Embora o livre-comércio só entre mesmo em vigor em 15 anos, desde já a indústria local precisa adequar planos de investimento antes pensados principalmente para atender ao mercado regional. “Teremos de transformar a exportação em necessidade, pois a competitividade será questão de sobrevivência”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul.

Na questão do crédito, será preciso avaliar custo, disponibilidade e velocidade de concessão por parte do setor financeiro, diz ele, ressaltando não se tratar de crédito subsidiado. Também é necessário pensar na logística, por exemplo, avançar no transporte por cabotagem, assim como na questão tributária, tema que já é foco das reformas que o governo pretende fazer. “Não podemos exportar tributos”, afirmou.

*Trechos da matéria publicada pelo Estadão. Cliquei aqui e leia a notícia completa.