Rede Giraffas troca 120 lojas de lugar para conseguir voltar a crescer

Há três anos, a rede Giraffas teve de parar para organizar a casa. Ao olhar suas 400 lojas espalhadas pelo País, a empresa percebeu que algo não estava certo: havia muitas unidades com resultado abaixo do esperado. Foi preciso fazer um trabalho de “formiguinha”, segundo o fundador, Carlos Guerra. Só assim seria possível separar os pontos que deveriam permanecer abertos dos que deveriam ser abandonados. De 2016 para cá, a rede só abriu lojas à medida que fechava operações deficitárias.

O aumento no número de lojas deverá ocorrer na esteira de uma série de mudanças. Entre elas, a modificação do cardápio – para dar mais ênfase aos pratos completos e elevar o valor médio pago por cliente para R$ 28 – e a escolha de novos pontos com maior fluxo de pessoas.

O resultado das mudanças deve aparecer na linha da receita em 2019. No ano passado, o Giraffas teve faturamento de R$ 675 milhões. Agora, projeta crescimento acima da inflação – e do resto do setor –, para R$ 740 milhões (um avanço de quase 10%).

Caso se confirme, o resultado será o suficiente para o Giraffas colocar o pé mais fundo no acelerador ao longo do ano que vem. Dependendo do comportamento da economia, a companhia deverá fechar 2020 com um total de 440 a 450 lojas.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: autoria desconhecida.

Magazine Luiza chega ao Norte com a inauguração de 19 lojas

O Magazine Luiza fincou bandeira no Norte do País nesta segunda-feira, 16, com a inauguração de 19 das 50 lojas programadas para funcionar no Pará até o fim de outubro. Ao todo, a companhia está investindo R$ 60 milhões para abrir unidades em 34 municípios do Estado, além de um centro de distribuição na região metropolitana de Belém.

Segundo Fabrício Garcia, vice-presidente do Magazine Luiza, neste ano a empresa decidiu entrar no Pará e no Mato Grosso por causa do potencial de consumo. No Mato Grosso foram abertas quatro lojas e um centro de distribuição. A intenção é fechar o ano com 20 pontos de venda. Os investimentos somaram R$ 25 milhões no Estado.

Claudia Bittencourt, diretora-geral do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em varejo, calcula que a Região Norte tem potencial de consumo de móveis e eletrodomésticos de R$ 11 bilhões, sendo 44% disso apenas no Pará. “O potencial de consumo da região Norte está muito próximo do potencial do Centro-Oeste”, diz.

*Trechos da matéria publicada no “Isto É Dinheiro”.

**Foto: divulgação.

Após mau desempenho de Uber e Lyft na bolsa, WeWork pode reduzir valor de mercado no IPO

A startup de escritórios compartilhados WeWork pode reduzir seu valor de mercado para menos da metade da cifra calculada após o último aporte, disse o The Wall Street Journal.

O valuation em estudo pela We Company, holding que controla startup, é de US$ 20 bilhões, segundo a publicação. Mas em janeiro, quando o Softbank aplicou US$ 2 bilhões na empresa, seu valor de mercado foi calculado em US$ 47 bilhões.

No mês passado, a WeWork tornou público seus números (uma exigência para empresas de capital aberto), que revelaram um prejuízo de US$ 1,9 bilhão em 2018. As cifras deixaram claro que o unicórnio americano segue uma trajetória comum de companhias de tecnologia — como Uber e Lyft —, a de não dar lucro (ao menos por enquanto). Ambas estrearam na bolsa recentemente, mas ainda não conseguiram demonstrar ao mercado a que vieram.

*Trechos da matéria publicada no site “Seu Dinheiro”.

**Foto: Bloomberg News.