Air France compensará emissões CO2 dos voos domésticos a partir de 2020

A Air France compensará com investimentos ecológicos as emissões de CO2 geradas por seus quase 500 voos domésticos diários, anunciou Anne Regail, diretora geral da companhia aérea, em uma entrevista ao jornal Le Parisien.

A principal companhia aérea francesa também pretende suprimir o uso de plástico descartável a partir de janeiro e começar a selecionar e reciclar os resíduos a partir do mesmo mês, de acordo com Rigail.

“A maneira de compensar será financiando projetos de plantio de árvores, de proteção das florestas, de transição energética ou de conservação da biodiversidade”, revelou a diretora.

*Trechos da matéria publicada no site “Isto É Dinheiro”.

**Foto: AFP.

‘Crise da Amazônia provocou exigência de temas ESG por empresas’, diz presidente do IBGC

A governança corporativa virou uma realidade para as companhias brasileiras e dificilmente haverá retrocesso em relação aos avanços alcançados nos últimos anos. O presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Henrique Luz, com carreira de mais de 40 anos na consultoria PwC, diz ainda que a crise na Amazônia provou que investidores estão a cada dia mais exigentes em relação a práticas “ESG” – sociais, ambientais e de governança, letras advindas das palavras em inglês.

“Acredito que esse é um movimento irreversível, não só no Brasil mas em todo o mundo”, disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Luz lembra que a base de acionistas das companhias é, a cada dia, maior, o que acaba elevando a pressão para que boas práticas de governança continuem sendo adotadas. Neste ano o IBGC, por exemplo, registrou recorde de público em seu congresso anual, com mais de 800 participantes.

O presidente da entidade nota, ainda, que no passado o ativismo do investidor era mais focado na obtenção de direitos políticos dentro das companhias, como maior presença nos conselhos de administração, mas que hoje em dia os holofotes estão mais voltados para as causas ESG. “Atualmente uma empresa que adota boas práticas de governança certamente tem que ter o olhar social, de governança e ambiental”, comenta.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: Ricardo Moraes/ Reuters.

Poluição por plástico nos oceanos gera perdas de R$ 9,5 trilhões

Estudo publicado recentemente pelo Marine Pollution Bulletin aponta que a poluição plástica dos oceanos custa anualmente cerca de US$ 2,5 trilhões, o equivalente a R$ 9,5 trilhões. A pesquisa estima que 8 milhões de toneladas de resíduos são despejadas irregularmente nos mares de todo o mundo a cada ano.

A poluição dos mares afeta diferentes setores da economia, como as indústrias de turismo, transporte e pesca, além de acelerar e intensificar os efeitos das mudanças climáticas e a trazer prejuízos para a saúde da população mundial.

*Foto: AFP.