Credores da Saraiva aprovam plano de recuperação com troca de comando

A rede de livrarias Saraiva fechou acordo com seus credores no âmbito de sua recuperação judicial, em assembleia realizada nesta quinta-feira, 29. A empresa, que tinha dívidas de R$ 674 milhões em novembro de 2018, quando solicitou a proteção da Justiça para renegociar seus débitos, concordou com a pressão das editoras para mudar sua gestão.

Agora, será formado um novo conselho de administração, com cinco membros, sendo dois da família que dá nome à rede de livrarias. As partes também concordaram que vão buscar um executivo de mercado para comandar a companhia.

Para garantir o fluxo de novos livros, a Saraiva vai reduzir em 40% os valores das dívidas com as editoras – desde que essas empresas continuem a fornecer produtos mediante crédito. Os 60% dos débitos serão pagos, nesse caso, em até 15 anos. Para os credores quirografários, que não têm garantia real (que inclui as editoras), o desconto aplicado será de 95%, com 15 anos para receber os 5%.

*Trechos da matéria publicada no “Estadão”.

**Foto: divulgação.

Depois de um ano, credores aprovam plano de recuperação judicial da Abril

Em reunião realizada nesta última terça-feira, 27, os credores do Grupo Abril, dono de revistas como ExameVeja Cláudia, aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia. Um dos pilares do plano, que ainda precisa ser aprovado pela Justiça, é a venda da revista Exame, que deverá ser vendido como uma unidade produtiva independente (UPI) em até quatro meses.

A aprovação do plano veio um ano depois do pedido de recuperação judicial, realizado em 15 de agosto do ano passado. Além da venda da revista de economia e negócios do grupo, a Abril também prevê outras duas vendas de ativos: uma em até 20 meses (a unidade produtiva denominada Marginal Tietê, que inclui o edifício onde funciona a companhia) e outra em até 36 meses (a UPI Campos do Jordão).

As dívidas da companhia, no momento do pedido de recuperação judicial, somavam R$ 1,6 bilhão e eram consideradas “impagáveis” por fontes de mercado. Como seria impossível quitar todos os débitos, o jeito foi firmar um acordo em que credores abrissem mão de recursos em nome da manutenção da viabilidade econômica do negócio. Como em outras recuperações judiciais, a ideia foi preservar pelo menos a chance de a companhia, no futuro, pagar pelo menos uma pequena parte do que deve.

*Trechos da matéria publicada no site “Estadão”.

**Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

Pedidos de recuperação judicial no Brasil disparam 90% em junho

Os pedidos de recuperação judicial no Brasil cresceram 89,7% em junho sobre um ano antes, informou nesta última quinta-feira (4) a empresa de dados de crédito Boa Vista.

O número chega após a Odebrecht, um dos maiores conglomerados empresariais do país, ter formalizado em junho um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do país.

Mas, segundo o levantamento da Boa Vista, os pedidos de falência recuaram 25,6% no comparativo anual. Na comparação com maio, os pedidos de recuperação judicial avançaram 27,8% ano a ano, enquanto os pedidos de falência tiveram queda de 42,2%.

Segundo a Boa Vista, os números do acumulado no ano mostram uma melhora nas condições econômicas desde 2017, o que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência.

“Mas a continuidade deste processo está condicionada à evolução da atividade econômica nos próximos períodos”, diz trecho do documento. “A situação financeira das empresas, de maneira geral, segue positiva, mas tende a se deteriorar sem uma recuperação consistente da atividade econômica”.

*Trechos da matéria publicada pelo G1. Clique aqui e acesse o conteúdo original.