Air France compensará emissões CO2 dos voos domésticos a partir de 2020

A Air France compensará com investimentos ecológicos as emissões de CO2 geradas por seus quase 500 voos domésticos diários, anunciou Anne Regail, diretora geral da companhia aérea, em uma entrevista ao jornal Le Parisien.

A principal companhia aérea francesa também pretende suprimir o uso de plástico descartável a partir de janeiro e começar a selecionar e reciclar os resíduos a partir do mesmo mês, de acordo com Rigail.

“A maneira de compensar será financiando projetos de plantio de árvores, de proteção das florestas, de transição energética ou de conservação da biodiversidade”, revelou a diretora.

*Trechos da matéria publicada no site “Isto É Dinheiro”.

**Foto: AFP.

Grandes empresas usam ações de marketing para encobrir irregularidades

A responsabilidade social corporativa, isto é, o envolvimento de grandes empresas com causas sociais e ambientais, tornou-se em muitos casos mera estratégia de marketing para encobrir irregularidades, evidencia o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em artigo publicado recentemente.

“Infelizmente está virando uma fraude”, discorre o economista sobre a responsabilidade social corporativa, e avança: “É algo que começou de uma forma muito bonita. As empresas pareciam realmente empenhadas em ajudar a sociedade, contribuir com o meio ambiente, diminuir a desigualdade”. Porém, “com o passar dos anos, se verificou que não é bem assim”, frisa Feldmann.

Essa tese ganha força, clareza, quando empresas ditas socialmente responsáveis são protagonistas de escândalos. “A contradição, a hipocrisia, ficam evidentes”, comenta Feldmann, relembrando episódios marcantes: “Aqui no Brasil tivemos um caso emblemático, a Vale. Primeiro a tragédia em Mariana. Ela continuou se dizendo socialmente responsável. Depois veio Brumadinho, mais de 400 mortes causadas por uma empresa que se diz socialmente responsável”.

O professor pondera que há casos de empresas que realmente contribuem com a sociedade, “mas que isso é exceção”. Feldmann cita o Prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, ao dizer que “não existe almoço grátis”. Em síntese, as empresas existem para dar lucro; querer que elas contribuam socialmente, de forma espontânea, é ingenuidade, na visão do professor. Contudo, Feldmann acredita que as grandes corporações têm que contribuir com a sociedade e para que isso ocorra é necessário uma pressão social e governamental, além de mecanismos efetivos de fiscalização.

*Trechos da matéria publicada no “Jornal da USP”.

**Foto: Folha de São Paulo.

Exportação ainda não foi afetada, mas luz está piscando, diz Abag

A imagem do Brasil, prejudicada pelas queimadas no Norte do País e por declarações de autoridades, ainda não causou cancelamento de contratos de exportação, “mas a luz vermelha está piscando”, disse nesta sexta-feira, 6, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito. “Não vi contrato cancelado em setor algum, as exportações continuam, mas a luz vermelha está piscando acelerado”, afirmou em evento na capital paulista. “Se providências não forem tomadas, se o rumo do discurso não for outro, se a retórica não for outra, as coisas podem piorar.”

Brito ressalvou, entretanto, desconfiar de anúncios feitos recentemente por empresas, de que pararam de comprar produtos brasileiros, como o couro. “É fácil usar momento de crise como marketing da empresa também. E isso já aconteceu várias vezes. Falar que parou de comprar o couro brasileiro, por exemplo. Será que parou mesmo?”, perguntou. “Se tem contêineres em navios hoje em direção à Europa ou aos Estados Unidos, você mandou o navio parar ou tirou o contêiner de cima dele,” indagou, ressaltando que ainda não viu contratos cancelados.

*Trechos da matéria publicada no “Isto É Dinheiro”.

**Foto: Bruno Kelly/Reuters.